

O maior obstáculo no campo dos debates das idéias é a desonestidade argumentativa, ou seja, a utilização de subterfúgios em forma de sofismas, diante de evidências exaustivamente comprovadas. Os campeões em utilizar desse subterfúgio são os socialistas marxistas.
A própria necessidade em ter que rotular essa turma de “socialista marxista” é fruto desse fenômeno. Na década de 70 bastaria dizer socialistas ou mesmo comunistas, pois naquela época eles adoravam essa rotulação.
Com a queda do muro de Berlim e o fracasso de todas as nações comunistas, os ditos intelectuais de esquerda se recusaram em admitir a supremacia do capitalismo sobre o dito socialismo. Daí, no alto de suas arrogâncias, criaram subterfúgios através de novas nomenclaturas com explicações enfadonhas.

Desmoralizados, marxistas de carteirinha, começaram a se auto intitular de sociais democratas, socialismo alternativo, moderado ou qualquer coisa do gênero. Foi justamente com esse papo furado que o senhor Hugo Rafael Chávez Frías tomou o poder na Venezuela. Uma vez no poder pulsou nas suas veias o bichinho marxista, perseguindo instituições e subjugando o povo, pois, sistema tão furado e irreal, somente pode vigorar por imposição e jamais por consenso.
Essa desconstrução da lógica foi tão sistematizada na nossa querida América Latina que até os representantes dos partidos liberais brasileiros caíram no canto da sereia. O Partido Liberal se intitulou Republicano e o Partido da Frente Liberal se intitulou Democratas, em referencia justamente aos dois principais partidos americanos. O fato é que os representantes desses dois partidos quiseram tirar o nome liberal de suas nomenclaturas, como se liberalismo fosse condição depreciativa.
A verdade é que infelizmente os liberais brasileiros não estão representados nos partidos políticos, justamente porque os dirigentes dos dois únicos partidos que representava o movimento nunca tiveram nada de liberal.
O liberalismo de fato não combina com oligarquias como a do senador José Sarney e do ex vice presidente José de Alencar. Não combina com o enriquecimento questionável de Paulo Maluf e nem com os cartórios de Antonio Carlos Magalhães. O liberalismo não combina com privilégios, com monopólios, com protecionismos. Não é à toa que essa turma se entrosou tanto com o marxista José Dirceu, haja vista que o “modus operandi” de um é igual ao do outro.
Os liberais de verdade estão atrás da maioria das pequenas e médias empresas. Aquelas que se não fizerem seus deveres empresarias quebram no mesmo dia. É o dono da padaria que trabalha de 12 a 16 horas por dia. O dono do pequeno mercado. O profissional liberal que se não trabalhar não come. Estes, quando entram na política, muitas vezes entram em partidos cujas estruturas estão firmadas em base protecionista, distante de suas realidades.
Por esse motivo, as estruturas de poder no Brasil são todas contaminadas, pelas dezenas das falsas premissas implantadas pelos socialistas, refletindo em ações formuladas tanto pelo Poder Executivo, como pelos outros dois Poderes, o Legislativo e o Judiciário.
O resultado de tudo isso é conviver com tantos equívocos governamentais, legislativos e jurisdicionais, como são as regras de execução do programa Bolsa Família, das ditas cotas raciais, de legislações bisonhas como é o caso da Lei da homofobia e das regras protecionistas impostas no Estatuto da Criança e do Adolescente, resultando consequentemente, em decisões judiciais distantes da realidade do homem médio.
Contra tudo isso estão os fatos com sua lógica implacável, colocando todo deslumbramento humano por terra. Talvez seja que por esse motivo que as democracias liberais capitalistas permitem o proselitismo socialista e comunista e as ditaduras comunistas socialistas não permitem qualquer proselitismo capitalista e liberal. A primeira se sobrepõe devido as premissas racionais que a sustenta, em detrimento do deslumbramento ideológico da segunda.
O maior exemplo dessa assertiva são os famosos espaços alternativos, normalmente incorporados naqueles bares, cujo público é diversificado em minorias culturais, sexuais e de costume. Trocando em miúdos, aqueles bares GLS, normalmente freqüentados por artistas, intelectuais, emos, roqueiros, poetas, etc.
Na sua grande maioria, normalmente, essas tribos são contra o famoso “sistema neoliberal”, porém adoram freqüentar esses espaços comerciais só encontrados em grandes metrópoles capitalistas.
Os mesmos “bichos grilos” que viessem a visitar as extintas União Soviética e Alemanha Oriental jamais encontrariam os tais espaços alternativos, pelo simples fato de ser proibido qualquer manifestação de rebeldia. Essa realidade é presente também na Coréia do Norte, na China e em Cuba.

E por falar na Alemanha, não existiu melhor laboratório experimental dos dois sistemas do que o demonstrado no milenar país germânico. Berço da cultura mundial e por ironia a terra do próprio Karl Marx, mas também de Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Kafka, Friedrich Nietzsche, Arthur Schopenhauer, Emmanuel Kant, Georg Hegel, Johann Sebastian Bach, Georg Friedrich Händel e Ludwig van Beethoven, só para ficar nesses exemplos.

Dividiu-se no meio, sendo que o lado ocidental adotou o liberalismo/capitalismo americano e o lado oriental adotou o combativo socialismo/comunismo soviético. O mesmo povo (homogêneo diga-se de passagem) a mesma língua e a mesma cultura.

Em menos de quatro décadas, o lado comunista apodreceu e o lado capitalista prosperou. E prosperou a tal ponto de ter forças para salvar o lado doente. Trata-se da famosa realidade nua e crua e que muitos deslumbrados teimam em ignorar.
Eu não ignoro e por isso compartilho.

Comentei no Blog Paçoca com Cebola que fez o seguinte comentário:
ResponderExcluir"Por mais de uma década o PT demonizou o PSDB como um partido privatista. Realmente o PSDB privatizou várias empresas, e nunca negou. Já o PT faz exatamente o mesmo, como agora com os aeroportos, mas nega."
http://londrina.odiario.com/blogs/pacocacomcebola/2011/04/27/veja-bem-28/#comments
Essa conversa de privatização ser coisa ruim é o maior estelionato ideológico que impuseram na cabeça dos incautos. O problema do Brasil é que o liberalismo de verdade não tem representante a altura. Os partidos que propuseram defender a bandeira do liberalismo eram representados por coronéis que mais se assemelhavam a um agente da antiga gestapo do que um liberal propriamente dito. Ao ponto que PFL e PL mudaram suas nomenclaturas sob o pretexto de esconder o termo LIBERAL. Gente, liberalismo deriva de liberdade. Se pudéssemos reduzir o tempo do homem na terra em um litro (1.000 ml), teríamos 1 ml de liberdade e 999 ml de totalitarismo. Com todos os defeitos das democracias atuais, vivemos na fração desse 1 ml, uma espécie de oásis da liberdade, mesmo que reduzida e imperfeita. O Estado, esse ente fictício que parece ter ganhado vida própria, tende a ser totalitário porque tem prerrogativas arbitrais como o poder de polícia, de cobrar tributos, de fiscalizar, só para ficar nesses três exemplos. Já a iniciativa privada tem nome, endereço e deve obediência ao Estado concedente. O exemplo mais claro sobre essa questão é possível vivenciar diante dois veículos que venham a sofrer o mesmo tipo de avaria por culpa de um buraco na estrada, uma pedagiada, outra não. O proprietário do veículo que sofreu a avaria na estrada pedagiada conseguirá ressarcimento até extrajudicialmente. Já o proprietário do veículo que sofreu avaria numa estrada sem pedágio será obrigado entrar na justiça, pois é proibido acordo extrajudicial na esfera pública. Pior, nem mesmo acordo judicial no transcorrer do processo pode. É obrigado a percorrer um caminho tortuoso nos tribunais superiores, e ainda com riscos enormes de não ser ressarcido. Ora porque sucumbe pelo custo de manter uma demanda por tanto tempo, ora porque ganha mais não leva. Sem contar que muitos juizes julgam com a cabeça de representantes desse Estado Leviatã, e acaba condenando quem sofreu a injustiça. Essa lógica acontece na relação bancária entre bancos privados e bancos estatais. Entre universidades públicas e universidades privadas, etc. Mesmo contando com o fator humano que desvirtua o instituto por força da corrupção brasileira, essa lógica prevalece. O PT na oposição, com apoio de artistas, religiosos, alguns intelectuais, sindicatos, elite do funcionalismo público, e até determinados segmentos empresarias, satanizaram tanto o liberalismo e em conseqüência as privatizações, que fez refém lideres do escopo do Fernando Henrique e do próprio José Serra, que não souberam enfrentar o debate com clareza. A falsa premissa fazia sucumbir à realidade. Quantos homens na cinzenta Idade Média, tempos de ignorância e obscuridade, enfrentaram sozinhos as bases ideológicas, jurídicas, políticas e religiosas porque eram impostas sobre falsas premissas? Alguns morriam, mas deixavam suas marcas justamente porque tinham a verdade a seu favor. A falsa premissa derrubou a potente União Soviética, derrubou o muro de Berlim com a sua Alemanha Oriental. Mantém Cuba em estado de miséria. Como o Brasil vive uma democracia, com todos os seus defeitos, mas real, o PT se vê obrigado a encarar os fatos e negar as bobagens que apregoava aos quatro cantos. Resta à oposição, a qual me incluo, trazer a público este debate e mostrar que nós sempre estivemos com a verdade e não com a falsa premissa. Convido aos interessados em ler sobre esse tema no meu blog.