Não sei quem estabeleceu que os nascidos nos séculos XIX e XX pertencem à geração “X” e os nascidos no Século XXI são da geração “Y”, em referência à seqüência final do nosso abecedário, mas, seja quem for, provavelmente estava imbuído da constante sensação de estarmos no final dos tempos, aguardando apenas a ultima geração que estará por vir, a geração “Z”.
Seja como for, passei a intentar certa elucubração sobre esse suposto abecedário das gerações, ampliando esse cronograma temporal na contextualização do planeta terra, considerando que toda espécie de evolução está contida no organograma filosófico da existência.
Dessa forma, por minha conta e risco, passarei a desenvolver uma tese desse abecedário evolutivo, começando pela letra “A”.
Como não poderia ser diferente, a Geração “A”, começa com o advento do “Big Bang” onde tudo começou. Essa geração perdurou por bilhões de anos até surgir o primeiro foco de vida no planeta, começando nesse momento a geração “B”.
Diria que as gerações “C”, “D”, “E, e “F” são separadas pelas diversas evoluções da vida, no que se refere à complexidade dos seres que começaram a se desenvolver até constituir células, sistema nervoso, exoesqueletos e outras adaptações sugeridas pelas inúmeras correntes cientificas. Nessa fase as gerações mudam de letra por intervalo de centenas de milhões de anos.
Surge a geração “G” com o aparecimento dos primeiros primatas e a geração “H” com o surgimento do “homo-sapiens”. Nessa fase, as evoluções de mudança das letras passam a ser por dezenas de milhões de anos. Nas gerações “I” e “J” estaria fixado no processo evolutivo do homem da caverna, desde sua vivência nômade florestal, até a formação das organizações tribais. Nessa fase uma geração substitui a outra em intervalo de milhões de anos.
Na geração “K” nasce a noção de família, na geração “L” nasce a noção comunitária e na geração “M” a noção territorial onde o homem começa a desenvolver as primeiras cidades. Nessa fase, a velocidade de mudança de gerações começa a ser de centenas de milênios, e as gerações “N”, “O” “P” e “Q” dividida em dezenas de milênios, chegando a aproximadamente 10 mil anos antes de Cristo.
As gerações “R”, “S” e “T” tem evolução milenar, constituindo nesta ultima o início do cristianismo. A geração “U” começa com a queda do Império Romano, e a geração “V” perdura por toda a baixa idade media. A geração “W” termina com o advento da Revolução Francesa, onde começa o marco da conhecida geração “X”.
Muito embora já convivemos com os nascidos na geração “Y”, quem ainda manda no mundo são os pertencentes à geração “X” que teve duração de dois séculos.
O interessante de tudo isso é que, como em tudo que sofre efeitos de mudança, uma geração, necessariamente, nasce para negar a geração anterior. A geração “W”, por exemplo, foi a geração colonizadora escravocrata, que conduziram o nascimento da Revolução Industrial na força da chibata, dando vazão à formação de diversas correntes libertarias, incluindo ai as primeiras aspirações marxistas.
Tal como ocorre hoje, mesmo entrando a então nova geração “X” com o advento da Revolução Francesa, quem dava as cartas de mando eram pessoas com a cabeça presa nos valores da geração “W”. Nesse sentido, deve-se registrar que os valores de uma geração sempre ficam registrados na nossa memória genética, dando ênfase a existência de valores antigos, mesmo sob a égide de valores novos.
Por exemplo, a geração “V” foi toda pautada na religiosidade. A geração “W” já era a negação disso, tendo o homocentrismo como mola propulsora. Nesse período, o mundo viveu uma verdadeira revolução cientifica, onde tudo era permitido em nome da ciência, vindo inclusive a fundamentar a implantação do comunismo materialista soviético e do nazismo hegenômico alemão em plena era da geração “X”, cuja aspiração era pautada na liberdade e na democracia. Mas observa-se que o fenômeno da religiosidade cega e irracional se preserva entre nós, mesmo que de forma pouco representativa.
Outro fenômeno que deve ser estudado está relacionado a diminuição dos intervalos de tempo das mudanças de uma geração para outra. Como vimos, da geração “K” até a geração “Q” tinham durações separadas por centenas ou dezenas de milênios, donde as características de cada uma delas eram vivenciadas na essência.
Muito embora das gerações “R” até a geração “U”, as mudanças ainda eram divididas por milênios, ocorreram fenômenos que permitiram uma geração conhecer valores da geração antecedente, por força da invenção da escrita e do Estado organizado.
Sendo assim, provavelmente não será possível vivermos a essência da geração “Y”, cujas colunas mestras dessa geração será o individualismo e desapego ao materialismo e ao nacionalismo.
O interessante é que os personagens da geração “Y”, muito embora extremamente individualistas, terão muito mais consciência ambiental do que os xenófobos da geração “X”, porque enquanto estes preservam o coletivo regional com conceito de pátria e território, àqueles cultuarão o coletivo universal, motivando consciência ambiental e ecológica mundial, tão necessárias em nossos dias.
Pela primeira vez na historia, possivelmente ocorrerá o fenômeno de um precursor de uma geração interagir em vida com o precursor da geração seguinte, ou seja, o jovem de hoje da geração “Y’ com um individuo que nascerá no final do século 21, onde possivelmente estaremos entrando na geração “Z”.
A pergunta que fica é: O abecedário começará novamente? Primeiramente penso que por força dessa velocidade entre as mudanças de gerações, essa divisão não terá o mesmo sentido atual. E numa segunda hipótese, pode até ser que a geração “A1” se inicie em um outro planeta, que possivelmente a geração “Z” colonizará. Alguém ousa duvidar?
sábado, 17 de setembro de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
9) NÚMERO DE VEREADORES
Tenho acompanhado atentamente essa discussão da questão do número ideal de vereadores e me lembrei da discussão sobre a lei de desarmamento. Quem defendia o SIM (desarmamento) eram tidos como “os bonzinhos” politicamente corretos de sempre. Já os adeptos do NÃO (como eu) eram vistos como os “malvadinhos”.
Alguns temas discutidos sob a égide da emoção e deslumbramento, geram esse fenômeno, forçando que utilizemos da ironia.
Faz o seguinte: aprovemos 01 vereador apenas. Como ele vai ter direito constitucional de 4,5% do orçamento dá para estabelecer o teto máximo salarial permitido, mas como vai sobrar muito dinheiro, ele pode aprovar algumas Leis (só ele que vai propor e votar mesmo) que lhe conceda um cartão corporativo sem limite de gastos, um belo carrão com motoristas, apartamento funcional, diversas viagens ao exterior. Sem contar que vai conseguir o que quiser do Poder Executivo que terá 100% da câmara subserviente.
Eu defendo o limite máximo permitido e ponto final. Chamo quem quiser ao debate. Alias, a câmara está pecando em não abrir uma audiência pública sobre o assunto. Se nenhum dos vereadores tem coragem de realizar essa defesa a altura, podem me chamar que eu tenho.
A divisão dos poderes foi conquistada a custa de muito sangue derramado. O Poder legislativo, a imprensa livre e um poder judiciário independente, são as vértebras de sustentação de uma sociedade livre. Já o poder executivo sempre carregará tendências autoritárias. Isso não e teoria. Basta estudar a historia da humanidade.
De todos os impostos que pagamos, em média, o Poder Executivo detêm aproximadamente 80%, o Poder Judiciário 15% e o Poder Legislativo 5% do montante (Londrina é 4,5%).
Até no Império Romano que existiu numa época de absolutismo, regido por imperadores que se diziam representantes divinos e absolutos, era mais organizado em termos de direitos individuais, por força de um parlamento regulador, representado pelos senadores romanos.
Não existe e nunca existiu um Estado democrático sem Poder Legislativo. A própria China que vive um dos seus melhores momentos econômicos, corre o risco de por tudo a perder se o sucessor de Hu Jintao não for detentor do mesmo espírito pragmático ou for preso à ideologias retrógradas, isto porque, lá não existe ainda a divisão de poderes e alternatividade de comando, regras imprescindíveis para a perenidade do regime democrático liberal.
A garantia destes dois institutos, dependem justamente do Poder Legislativo. Por outro lado, no sistema vigente, não estamos livres de alguns prefeitos, governadores ou presidentes com tendencias ditatoriais. E o maior sonho de maus gestores é interagir com um legislativo fraco, normalmente cooptado através de cargos e benesses oferecidos por essa poderosa máquina que detém 80% dos recursos.
Nesse sentido, o número de parlamentares deve ser o máximo possível dentro daquele orçamento de aproximadamente 5%. Podem acreditar, é bem mais vantajoso para a sociedade ter um parlamento mais representativo a devolver 1 ou 2% dos 5% que lhe é destinado, pois, se um executivo absolutista e mau intencionado desviar 10% dos seus 80%, equivale ao dobro daquele legislativo servil e enxuto.
Os grandes embates vividos no legislativo londrinense ocorreram quando a casa contava com 21 vereadores, lembrando que eram 20 desde a segunda legislatura em 1951, quando a cidade contava com aproximadamente 70 mil habitantes. Assim sendo, com 506 mil habitantes, 25 vereadores representam proporcionalmente muito menos que os 20 há décadas atrás.
Por tudo isso, defendo o aumento do número de vereadores em Londrina em número máximo que a lei permite e convido todos os londrinenses lúcidos e comprometidos com a cidade lançar a campanha do 25 JÁ.
--------------------------------------------------------------------------------
EXTRA! EXTRA!
Novos desdobramentos sobre essa discussão de aumento de vereadores.
TSE PROMETE COLOCAR ORDEM NA CASA.
Essa discussão não é exclusividade de Londrina.
Preocupados com os desdobramentos que esse assunto está causando, é bem provável que os Ministros do TSE vão intervir para colocar os pontos nos is.
O que está acontecendo?
Como o poder de pressão das entidades e da imprensa é maior nos médios e grandes municípios, da forma que se está caminhando essa discussão, o Brasil corre o risco de ter um fenômeno único dentre os paises democráticos, ou seja, grandes municípios com menor número de vereadores que os pequenos municípios, constituindo um verdadeiro Frankenstein representativo Brasil afora.
Explica-se
A Constituição Federal em seu art. 29 estabeleceu 24 faixas de representatividade considerando o numero populacional, a saber:
a) 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de até 15.000 (quinze mil) habitantes;
b) 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais de 15.000 (quinze mil) habitantes e de até 30.000 (trinta mil) habitantes;
c) 13 (treze) Vereadores, nos Municípios com mais de 30.000 (trinta mil) habitantes e de até 50.000 (cinquenta mil) habitantes;
d) 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais de 50.000 (cinquenta mil) habitantes e de até 80.000 (oitenta mil) habitantes;
e) 17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de mais de 80.000 (oitenta mil) habitantes e de até 120.000 (cento e vinte mil) habitantes;
f) 19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de mais de 120.000 (cento e vinte mil) habitantes e de até 160.000 (cento sessenta mil) habitantes;
g) 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 160.000 (cento e sessenta mil) habitantes e de até 300.000 (trezentos mil) habitantes;
h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 300.000 (trezentos mil) habitantes e de até 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes;
i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes e de até 600.000 (seiscentos mil) habitantes;
j) 27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 600.000 (seiscentos mil) habitantes e de até 750.000 (setecentos cinquenta mil) habitantes;
k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 750.000 (setecentos e cinquenta mil) habitantes e de até 900.000 (novecentos mil) habitantes;
l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 900.000 (novecentos mil) habitantes e de até 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes;
m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes e de até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes;
n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes e de até 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes;
o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes;
p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes e de até 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes;
q) 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes e de até 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes;
r) 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes e de até 3.000.000 (três milhões) de habitantes;
s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 3.000.000 (três milhões) de habitantes e de até 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes;
t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes e de até 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes;
u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes e de até 6.000.000 (seis milhões) de habitantes;
v) 51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 6.000.000 (seis milhões) de habitantes e de até 7.000.000 (sete milhões) de habitantes;
w) 53 (cinquenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 7.000.000 (sete milhões) de habitantes e de até 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; e
x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 8.000.000 (oito milhões) de habitantes.
(alíneas alteradas pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
De forma que um município situado em faixa posterior nunca poderá estabelecer seu numero de vereadores abaixo do numero máximo de vereadores previsto para a faixa anterior. Trocando em miúdos. Londrina que está na faixa descrita na alínea “i” não pode fixar limites estabelecido na alínea “h”. Se pudesse, ele também poderia avançar para alínea subseqüente “j”, abrindo vistas a descumprimento constitucional.
Diante a tudo isso, a Câmara de vereadores do município de Taubaté/SP provocou o TRE que provocou o TSE. Saiu no Diário de Maringá. Leiam...
http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/475159/aumento-do-numero-de-vereadores-esta-no-tse/
Tenho dito: NÃO É FÁCIL MANTER A LUCIDEZ NUMA SOCIEDADE DESLUMBRADA, MAS NO FINAL É SEMPRE COMPENSADOR.
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Comentário que fiz no Blog Paçoca com Cebola ainda sobre esse tema polêmico de número 9.
Se o TSE não colocar ordem nessa discussão o Brasil vai sair no Guinness Book como o único país democrático cujos municípios pequenos terão mais representantes que os grandes municípios. Isto porque nos pequenos municípios esse poder de pressão desses grupos são inexistentes permitindo que a adequação constitucional seja feita sem maiores problemas. E por falar em adequação constitucional fica a pergunta: Poderia a Câmara decidir por 27 vagas??? Resposta: Não. Porque seria inconstitucional uma vez que esse número é autorizado para municípios com população entre 600.000 a 750.000. A faixa de Londrina está na alínea “i” do artigo 29 da CF, não sendo permitido avançar para alínea “j”. Ocorre que reduzir pode ser considerado também inconstitucional porque significa também mudar de alínea. As 15 vagas, por exemplo, propostas pelos “Amigões”, implica em jogar Londrina para a línea “d” do artigo 29, de forma que se o TSE julgar procedente essa mudança da alínea para baixo, abrirá vistas a permitir toda e qualquer outra mudança de alínea para cima, patrocinando um verdadeiro “samba do crioulo doido”. Quem viver verá
Alguns temas discutidos sob a égide da emoção e deslumbramento, geram esse fenômeno, forçando que utilizemos da ironia.
Faz o seguinte: aprovemos 01 vereador apenas. Como ele vai ter direito constitucional de 4,5% do orçamento dá para estabelecer o teto máximo salarial permitido, mas como vai sobrar muito dinheiro, ele pode aprovar algumas Leis (só ele que vai propor e votar mesmo) que lhe conceda um cartão corporativo sem limite de gastos, um belo carrão com motoristas, apartamento funcional, diversas viagens ao exterior. Sem contar que vai conseguir o que quiser do Poder Executivo que terá 100% da câmara subserviente.
Eu defendo o limite máximo permitido e ponto final. Chamo quem quiser ao debate. Alias, a câmara está pecando em não abrir uma audiência pública sobre o assunto. Se nenhum dos vereadores tem coragem de realizar essa defesa a altura, podem me chamar que eu tenho.
A divisão dos poderes foi conquistada a custa de muito sangue derramado. O Poder legislativo, a imprensa livre e um poder judiciário independente, são as vértebras de sustentação de uma sociedade livre. Já o poder executivo sempre carregará tendências autoritárias. Isso não e teoria. Basta estudar a historia da humanidade.
De todos os impostos que pagamos, em média, o Poder Executivo detêm aproximadamente 80%, o Poder Judiciário 15% e o Poder Legislativo 5% do montante (Londrina é 4,5%).
Até no Império Romano que existiu numa época de absolutismo, regido por imperadores que se diziam representantes divinos e absolutos, era mais organizado em termos de direitos individuais, por força de um parlamento regulador, representado pelos senadores romanos.
Não existe e nunca existiu um Estado democrático sem Poder Legislativo. A própria China que vive um dos seus melhores momentos econômicos, corre o risco de por tudo a perder se o sucessor de Hu Jintao não for detentor do mesmo espírito pragmático ou for preso à ideologias retrógradas, isto porque, lá não existe ainda a divisão de poderes e alternatividade de comando, regras imprescindíveis para a perenidade do regime democrático liberal.
A garantia destes dois institutos, dependem justamente do Poder Legislativo. Por outro lado, no sistema vigente, não estamos livres de alguns prefeitos, governadores ou presidentes com tendencias ditatoriais. E o maior sonho de maus gestores é interagir com um legislativo fraco, normalmente cooptado através de cargos e benesses oferecidos por essa poderosa máquina que detém 80% dos recursos.
Nesse sentido, o número de parlamentares deve ser o máximo possível dentro daquele orçamento de aproximadamente 5%. Podem acreditar, é bem mais vantajoso para a sociedade ter um parlamento mais representativo a devolver 1 ou 2% dos 5% que lhe é destinado, pois, se um executivo absolutista e mau intencionado desviar 10% dos seus 80%, equivale ao dobro daquele legislativo servil e enxuto.
Os grandes embates vividos no legislativo londrinense ocorreram quando a casa contava com 21 vereadores, lembrando que eram 20 desde a segunda legislatura em 1951, quando a cidade contava com aproximadamente 70 mil habitantes. Assim sendo, com 506 mil habitantes, 25 vereadores representam proporcionalmente muito menos que os 20 há décadas atrás.
Por tudo isso, defendo o aumento do número de vereadores em Londrina em número máximo que a lei permite e convido todos os londrinenses lúcidos e comprometidos com a cidade lançar a campanha do 25 JÁ.
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EXTRA! EXTRA!
Novos desdobramentos sobre essa discussão de aumento de vereadores.
TSE PROMETE COLOCAR ORDEM NA CASA.
Essa discussão não é exclusividade de Londrina.
Preocupados com os desdobramentos que esse assunto está causando, é bem provável que os Ministros do TSE vão intervir para colocar os pontos nos is.
O que está acontecendo?
Como o poder de pressão das entidades e da imprensa é maior nos médios e grandes municípios, da forma que se está caminhando essa discussão, o Brasil corre o risco de ter um fenômeno único dentre os paises democráticos, ou seja, grandes municípios com menor número de vereadores que os pequenos municípios, constituindo um verdadeiro Frankenstein representativo Brasil afora.
Explica-se
A Constituição Federal em seu art. 29 estabeleceu 24 faixas de representatividade considerando o numero populacional, a saber:
a) 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de até 15.000 (quinze mil) habitantes;
b) 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais de 15.000 (quinze mil) habitantes e de até 30.000 (trinta mil) habitantes;
c) 13 (treze) Vereadores, nos Municípios com mais de 30.000 (trinta mil) habitantes e de até 50.000 (cinquenta mil) habitantes;
d) 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais de 50.000 (cinquenta mil) habitantes e de até 80.000 (oitenta mil) habitantes;
e) 17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de mais de 80.000 (oitenta mil) habitantes e de até 120.000 (cento e vinte mil) habitantes;
f) 19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de mais de 120.000 (cento e vinte mil) habitantes e de até 160.000 (cento sessenta mil) habitantes;
g) 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 160.000 (cento e sessenta mil) habitantes e de até 300.000 (trezentos mil) habitantes;
h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 300.000 (trezentos mil) habitantes e de até 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes;
i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes e de até 600.000 (seiscentos mil) habitantes;
j) 27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 600.000 (seiscentos mil) habitantes e de até 750.000 (setecentos cinquenta mil) habitantes;
k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 750.000 (setecentos e cinquenta mil) habitantes e de até 900.000 (novecentos mil) habitantes;
l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 900.000 (novecentos mil) habitantes e de até 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes;
m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes e de até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes;
n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes e de até 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes;
o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes;
p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes e de até 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes;
q) 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes e de até 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes;
r) 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes e de até 3.000.000 (três milhões) de habitantes;
s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 3.000.000 (três milhões) de habitantes e de até 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes;
t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes e de até 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes;
u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes e de até 6.000.000 (seis milhões) de habitantes;
v) 51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 6.000.000 (seis milhões) de habitantes e de até 7.000.000 (sete milhões) de habitantes;
w) 53 (cinquenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 7.000.000 (sete milhões) de habitantes e de até 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; e
x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 8.000.000 (oito milhões) de habitantes.
(alíneas alteradas pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
De forma que um município situado em faixa posterior nunca poderá estabelecer seu numero de vereadores abaixo do numero máximo de vereadores previsto para a faixa anterior. Trocando em miúdos. Londrina que está na faixa descrita na alínea “i” não pode fixar limites estabelecido na alínea “h”. Se pudesse, ele também poderia avançar para alínea subseqüente “j”, abrindo vistas a descumprimento constitucional.
Diante a tudo isso, a Câmara de vereadores do município de Taubaté/SP provocou o TRE que provocou o TSE. Saiu no Diário de Maringá. Leiam...
http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/475159/aumento-do-numero-de-vereadores-esta-no-tse/
Tenho dito: NÃO É FÁCIL MANTER A LUCIDEZ NUMA SOCIEDADE DESLUMBRADA, MAS NO FINAL É SEMPRE COMPENSADOR.
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Comentário que fiz no Blog Paçoca com Cebola ainda sobre esse tema polêmico de número 9.
Se o TSE não colocar ordem nessa discussão o Brasil vai sair no Guinness Book como o único país democrático cujos municípios pequenos terão mais representantes que os grandes municípios. Isto porque nos pequenos municípios esse poder de pressão desses grupos são inexistentes permitindo que a adequação constitucional seja feita sem maiores problemas. E por falar em adequação constitucional fica a pergunta: Poderia a Câmara decidir por 27 vagas??? Resposta: Não. Porque seria inconstitucional uma vez que esse número é autorizado para municípios com população entre 600.000 a 750.000. A faixa de Londrina está na alínea “i” do artigo 29 da CF, não sendo permitido avançar para alínea “j”. Ocorre que reduzir pode ser considerado também inconstitucional porque significa também mudar de alínea. As 15 vagas, por exemplo, propostas pelos “Amigões”, implica em jogar Londrina para a línea “d” do artigo 29, de forma que se o TSE julgar procedente essa mudança da alínea para baixo, abrirá vistas a permitir toda e qualquer outra mudança de alínea para cima, patrocinando um verdadeiro “samba do crioulo doido”. Quem viver verá
sábado, 7 de maio de 2011
8) HOMENS DE BARBA E O “ESTABLISHMENT”



Osama Bin Laden atacou o “establishment” mundial e por isso mereceu morrer. O fato é que muito sangue foi derramado na história da humanidade para chegarmos a esse almejado “establishment” mundial, cujas colunas mestras estão firmadas na democracia capitalista, na igualdade entre as pessoas, nos direitos humanos, na legalidade, no direito a ampla defesa e ao contraditório, na autonomia e independência dos poderes executivo, legislativo e judiciário, no direito de propriedade e na livre iniciativa e tantos outros direitos que são negados nos países cujos governos são autoritários, fundamentalistas e ditatoriais.
Muitas pessoas inocentes morreram sem qualquer oportunidade de defesa, tanto nos aviões utilizados para o ataque, quanto nos prédios das torres gêmeas. Todos que dependem desse “establishment” tem todos os motivos do mundo para comemorar a morte de Usāmah Bin Muhammad bin 'Awæd bin Lādin.
Se existe um povo que contribuiu na construção desse “establishment” foi o povo judeu, pois sofreu na pele as conseqüências de viver em pátria alheia durante séculos, sendo submetidos aos humores e decisões dos governos dos quais eram comensaleiros.
Há dois mil anos atrás, muito embora a realidade cultural e tecnológica eram outras, existia o Estado Romano, que dentro das devidas proporções, se assemelhavam ao Estado Americano da atualidade, pois, se a barbárie era uma regra geral, o Estado Romano já preservava determinados institutos legislativos e jurídicos que vigoram até os dias atuais, como é o caso da maioria dos institutos de direito civil.
Da mesma forma, os maiores parceiros políticos e comerciais do Estado Romano, era justamente o povo judeu, que na época viviam no mesmo pedaço de terra que vivem hoje, incluindo ai a saudosa Jerusalém.
De uma hora para outra surge um barbudo, que ao contrário do barbudo Bin Laden, ao invés de ataques terroristas, passa a disseminar ataques de idéias subversivas para a época. Em meio a uma sociedade medieval que não só admitia a escravidão, mas submissão da mulheres, apedrejamento e tantas atrocidades tidas como normais, aquele terroristas às avessas se dizia filho de Deus e ainda aconselhava as pessoas amar o próximo como a si mesmo, além de virar a face esquerda caso sofresse um ataque na direita.

As pregações de Jesus Cristo eram tão agressivas para os padrões da época que em apenas três anos passou a ser odiado por toda a gente, ao ponto de ser escolhido ao sacrifício no lugar de um ladrão e assassino. O problema é que aceitemos ou não, Jesus Cristo também colocou em risco o “establishment” da época, muito embora por motivação nobre e ética.
O ódio despertado foi de tal monta que o povo exigiu a crucificação do acusado, pena normalmente utilizada com efeito pedagógico, ou seja, servir como exemplo para que nenhum outro repita o mesmo “erro”.
Mal sabia os algozes que foi justamente a crucificação que coroou o cristianismo, a tal ponto que pouco mais de 100 anos após a crucificação, o Império Romano resolveu mudar de lado e tutelar o cristianismo através da instituição da religião católica, oficializando assim a religião estatal com suas liturgias que contribuiu ainda mais para eternizar Jesus.
A figura do homem barbudo sacrificado ficou tão estigmatizada que em meados do século XVIII, um jovem militar, sem barbas, mas com idéias igualmente revolucionárias, foi esquartejado e teve pedaços de seu corpo distribuídos nos pontos da cidade.

Como antes de ser morto ficou vários dias preso e sua barba cresceu, a figura do Tiradentes barbudo sacrificado ficou igualmente eternizada. Tiradentes da mesma forma atentou contra o “establishment” de toda a Europa, motivado pelos levantes libertários dos também colonizados norte-americanos.
Tanto a crucificação de Cristo como o esquartejamento de Tiradentes teve como pano de fundo satisfazer o anseio popular a fim de matar uma espécie de sede de justiça, mas que com o passar do tempo os tornaram mártir, pois o objetivo de ambos eram de libertar o povo de um jugo histórico vivido por força de governos autoritários, fundamentalistas e ditadores.
Já o senhor Usāmah Bin Muhammad bin 'Awæd bin Lādin foi justamente o contrário. Um verdadeiro anti herói que, utilizando-se do artifício mais covarde que a humanidade já conheceu que é o terrorismo, espalhou morte e sofrimento. Nesse sentido, foi acertada a decisão dos oficiais americanos jogarem o corpo de Bin Laden no mar, evitando assim que também virasse uma espécie de mártir, principalmente para uma facção dos mulçumanos, muito embora este fenômeno não esteja descartado.
Se a maioria da sociedade de cada época apoiou a morte de Cristo e de Tiradentes por colocar em risco seus “establishments”; muito embora fundamentados na tirania dos governos, imagine agora em que o barbudo dos tempos modernos primava em ser a antítese de tudo isso, se portando como um verdadeiro anti-cristo?
Nem quero saber se ele estava armado ou desarmado. Se foi morto por soldado americano ou por um segurança. Se teve oportunidade de defesa ou não. Aliás, que oportunidade de defesa tiveram a vítimas do WTC em 11 de setembro de 2001?
O fato é que existe um jogo de xadrez em andamento para a garantia do “establishment” mundial, sendo que as jogadas devem ser certeiras, sob pena de inviabilizar todo o tabuleiro da política econômica e jurídica vigente nos países livres e desenvolvidos. Para chegar no “checkmat”, não se deve perder nenhuma oportunidade de eliminar peões, cavalos, torres e até o rei. Que morram muitos outros Osamas Bin Laden.
sábado, 30 de abril de 2011
7) COTAS RACIAIS - CONTRA MÃO DA HISTÓRIA – Parte I
Como dito no tema 6, a contaminação socialista marxista na América Latina, e em conseqüência no Brasil, possibilitou a fermentação de várias correntes ideológicas que até hoje vagam feito zumbis, impondo teorias furadas e irreais.
O problema é quando essas teorias são implantadas por governos retrógrados, embalados em falsas premissas e confeccionando lindos pacotes como se avanço fosse. Na verdade, nada mais fazem do que percorrer um caminho em sentido inverso, numa verdadeira contra mão da história, como fundamentadamente a seguir demonstrado.
Nesse primeiro ensaio abordarei a famigerada cota racial, um verdadeiro mofo guardado em um desses pacotes enganadores imposto pelo governo federal através da Lei 10.558/2002.
Esse programa equivocado contribui para a ressurreição e reconhecimento da teoria da superioridade racial, difundida e conhecida como eugenia.
Enquanto que para os adeptos do comunismo, as teses de Darwin, serviam para desmistificar a religião e a existência de uma ordem divina, para os adeptos do nazismo elas tiveram outra aplicação.

A política de extermínio não foi um gesto tresloucado e impensado de um bando de fanáticos que ascendera ao poder na Alemanha em 1933.
A maioria dos seus agentes, médicos, cientistas, laboratoristas, pesquisadores, antropólogos, legisladores e militantes políticos, estavam firmemente convictos do seu rigor científico e dos seus benefícios para a humanidade.
Levaram à prática aquilo que há anos era defendido por pensadores de renome, por revistas científicas, e por doutores ilustres de todo o mundo.

Todas as teorias de superioridade racial, de anti-semitismo, de seleção da espécie, já encontravam-se largamente difundidas bem antes de Adolf Hitler assumir o poder.

A Antropometria e a frenologia foram consideradas ciências auxiliares para ajudar estudar as dimensões do crânio, do lóbulo das orelhas, ou da dimensão do nariz, permitindo uma verificação científica daqueles traços considerados pelos adeptos da eugenia como indicadores da inferioridade ou da degenerescência biológica.

O liberalismo e a democracia com seus institutos a favor da igualdade eram visto pelos eugenistas como formas diversas de atentar contra a lei natural.

Fundamentado na teoria de Nietzsche, os eugenistas eram totalmente hostis à democracia, cujas leis, eles, no alto de suas arrogâncias de seres superiores, rejeitavam a idéia de igualdade das multidões que o cercavam .
Nietzsche, além de desprezar a democracia, abominava o liberalismo, o feminismo e o cristianismo, vistos como manifestações de debilidade, como expressão de uma vontade majoritária de carneiros, de fracos e de covardes, enfim, dos inferiores.
Somente os fortes teriam "direito à vida", cujos critérios seriam estabelecidos, evidentemente, pelo “super-homem”. Os demais deveriam ser eliminados. Não eram dignos a ter direito à existência.
AS TEORIAS RACISTAS, GOBINEAÜ E CHAMBERLAIN

O racismo adquiriu relevância teórica com a obra de José Arthur, o Conde Gobineau - "Ensaio sobre a desigualdade da raça humana" (Essai sur Vinégalité dês roces humaines), de 1853/1855, considerada a bíblia do racismo moderno.
Afirmava ele a superioridade geral da raça branca sobre as outras, e a dos arianos, identificados como os louros de descendência germânica sobre os demais brancos.
Gobineau interpretou a história pelo prisma do conflito de raças e acreditava, por exemplo, que a Revolução francesa de 1789 foi uma vitória da raça inferior, a de origem celta-romana que ainda sobrevivia na França e que aproveitou a ocasião do assalto à Bastilha para vingar-se dos francos-germanos que, desde o século V, eram a raça dominante no país. Desde então, para Gobineau a França decaíra.

Os alemães, para Chamberlain, eram o povo mais bem dotado entre todos os europeus, estando eles bem longe, bem mais acima do restante da raça branca. A enorme acolhida que sua obra teve na época explicasse pela contemporaneidade dela com o apogeu do Império Guilhermino.
Para ele e para os historiadores racistas que o seguiam, a queda do Império de Roma deveu-se aos romanos terem-se descuidado da manutenção e preservação da sua superioridade racial. Ao se miscigenarem (mistische) com os povos vencidos, inocularem-se com sangue das raças derrotadas, o que os levou a um enfraquecimento genético e à inevitável decadência.
Uma política que almejasse o apuro racial era a consequência lógica a ser rigorosamente adotada por qualquer povo consciente da sua superioridade étnica que desejasse manter elevada a sua cultura e o seu domínio.

Freud, no texto sobre o narcisismo (1914), diz que esse posicionamento de diferenciar raça é parafrenia, ou seja, uma psicose. Hitler foi o maior paradigma do parafrênico. Era um frenético, assim como seus fãs.
Se a raça é, ou parece ser uma característica compartilhada por múltiplas gerações de um mesmo povo, por que não atribuir a este fator o sucesso ou fracasso deste povo na história?
Esta diferenciação aplicou-se, sobretudo, a brancos e negros, os primeiros apresentados como senhores da civilização, os segundos como bárbaros primitivos, mas uma superioridade racial foi também apontada em relação a amarelos e índios, bem como judeus, mouros, ciganos, latinos e eslavos. Até o primeiro quarto do século XX essa era a idéia dominante e crença do cidadão comum.
Expressar esta opinião era, então, ser moderno, "científico" e avesso a crenças supersticiosas (antes dessa época os europeus costumavam fundamentar sua superioridade em razões místicas, como afirmar que os índios "não tinham alma", ou que, sendo cristãos, teriam sido "escolhidos por Deus").
Entretanto, jamais se provou cientificamente a superioridade de uma raça sobre a outra, e o próprio conceito de raça é posto em dúvida por alguns cientistas (todos os humanos pertencem à mesma espécie, e os caracteres raciais são secundários).
O trauma que se seguiu ao nazismo e ao massacre de populações inteiras na segunda guerra contribuiu para anatematizar de vez a pseudociência da eugenia, que não desapareceu em definitivo mas tornou-se terreno de charlatões.
Um outro fato também desmente esta teoria: os países que hoje se incluem no grupo dos ricos já foram, alguns séculos atrás, lugares acanhados e periféricos. A Europa de 600 anos atrás, por exemplo, era inferior econômica e culturalmente ao mundo árabe e à China.
Se existisse uma superioridade racial, ela deveria ter se manifestado durante toda a história, pois em tese, a raça não muda com o tempo.
Contrário a tudo isso aqui no Brasil, somos uma sociedade globalizada, permitindo assim uma nação ideal, sem segregações, justamente por sermos um povo miscigenado.

A admissão das cotas raciais nada mais é que admitir tacitamente toda essa loucura disseminada nos séculos XIX e XX ao afirmar na entrelinhas que afrodescendentes como o Pelé ou como Ronaldo o fenômeno, assim como os índios, são inferiores e necessitam de uma bengala para se apoiarem a fim de alcançar a desejada “igualdade” com as demais raças.
Diante e tudo isso não posso comungar com esse pensamento, mesmo que pareça ser politicamente incorreto para alguns desavisados.
O problema é quando essas teorias são implantadas por governos retrógrados, embalados em falsas premissas e confeccionando lindos pacotes como se avanço fosse. Na verdade, nada mais fazem do que percorrer um caminho em sentido inverso, numa verdadeira contra mão da história, como fundamentadamente a seguir demonstrado.
Nesse primeiro ensaio abordarei a famigerada cota racial, um verdadeiro mofo guardado em um desses pacotes enganadores imposto pelo governo federal através da Lei 10.558/2002.
Esse programa equivocado contribui para a ressurreição e reconhecimento da teoria da superioridade racial, difundida e conhecida como eugenia.
Enquanto que para os adeptos do comunismo, as teses de Darwin, serviam para desmistificar a religião e a existência de uma ordem divina, para os adeptos do nazismo elas tiveram outra aplicação.

A política de extermínio não foi um gesto tresloucado e impensado de um bando de fanáticos que ascendera ao poder na Alemanha em 1933.
A maioria dos seus agentes, médicos, cientistas, laboratoristas, pesquisadores, antropólogos, legisladores e militantes políticos, estavam firmemente convictos do seu rigor científico e dos seus benefícios para a humanidade.
Levaram à prática aquilo que há anos era defendido por pensadores de renome, por revistas científicas, e por doutores ilustres de todo o mundo.

Todas as teorias de superioridade racial, de anti-semitismo, de seleção da espécie, já encontravam-se largamente difundidas bem antes de Adolf Hitler assumir o poder.

A Antropometria e a frenologia foram consideradas ciências auxiliares para ajudar estudar as dimensões do crânio, do lóbulo das orelhas, ou da dimensão do nariz, permitindo uma verificação científica daqueles traços considerados pelos adeptos da eugenia como indicadores da inferioridade ou da degenerescência biológica.

O liberalismo e a democracia com seus institutos a favor da igualdade eram visto pelos eugenistas como formas diversas de atentar contra a lei natural.

Fundamentado na teoria de Nietzsche, os eugenistas eram totalmente hostis à democracia, cujas leis, eles, no alto de suas arrogâncias de seres superiores, rejeitavam a idéia de igualdade das multidões que o cercavam .
Nietzsche, além de desprezar a democracia, abominava o liberalismo, o feminismo e o cristianismo, vistos como manifestações de debilidade, como expressão de uma vontade majoritária de carneiros, de fracos e de covardes, enfim, dos inferiores.
Somente os fortes teriam "direito à vida", cujos critérios seriam estabelecidos, evidentemente, pelo “super-homem”. Os demais deveriam ser eliminados. Não eram dignos a ter direito à existência.
AS TEORIAS RACISTAS, GOBINEAÜ E CHAMBERLAIN

O racismo adquiriu relevância teórica com a obra de José Arthur, o Conde Gobineau - "Ensaio sobre a desigualdade da raça humana" (Essai sur Vinégalité dês roces humaines), de 1853/1855, considerada a bíblia do racismo moderno.
Afirmava ele a superioridade geral da raça branca sobre as outras, e a dos arianos, identificados como os louros de descendência germânica sobre os demais brancos.
Gobineau interpretou a história pelo prisma do conflito de raças e acreditava, por exemplo, que a Revolução francesa de 1789 foi uma vitória da raça inferior, a de origem celta-romana que ainda sobrevivia na França e que aproveitou a ocasião do assalto à Bastilha para vingar-se dos francos-germanos que, desde o século V, eram a raça dominante no país. Desde então, para Gobineau a França decaíra.

Os alemães, para Chamberlain, eram o povo mais bem dotado entre todos os europeus, estando eles bem longe, bem mais acima do restante da raça branca. A enorme acolhida que sua obra teve na época explicasse pela contemporaneidade dela com o apogeu do Império Guilhermino.
Para ele e para os historiadores racistas que o seguiam, a queda do Império de Roma deveu-se aos romanos terem-se descuidado da manutenção e preservação da sua superioridade racial. Ao se miscigenarem (mistische) com os povos vencidos, inocularem-se com sangue das raças derrotadas, o que os levou a um enfraquecimento genético e à inevitável decadência.
Uma política que almejasse o apuro racial era a consequência lógica a ser rigorosamente adotada por qualquer povo consciente da sua superioridade étnica que desejasse manter elevada a sua cultura e o seu domínio.

Freud, no texto sobre o narcisismo (1914), diz que esse posicionamento de diferenciar raça é parafrenia, ou seja, uma psicose. Hitler foi o maior paradigma do parafrênico. Era um frenético, assim como seus fãs.
Se a raça é, ou parece ser uma característica compartilhada por múltiplas gerações de um mesmo povo, por que não atribuir a este fator o sucesso ou fracasso deste povo na história?
Esta diferenciação aplicou-se, sobretudo, a brancos e negros, os primeiros apresentados como senhores da civilização, os segundos como bárbaros primitivos, mas uma superioridade racial foi também apontada em relação a amarelos e índios, bem como judeus, mouros, ciganos, latinos e eslavos. Até o primeiro quarto do século XX essa era a idéia dominante e crença do cidadão comum.
Expressar esta opinião era, então, ser moderno, "científico" e avesso a crenças supersticiosas (antes dessa época os europeus costumavam fundamentar sua superioridade em razões místicas, como afirmar que os índios "não tinham alma", ou que, sendo cristãos, teriam sido "escolhidos por Deus").
Entretanto, jamais se provou cientificamente a superioridade de uma raça sobre a outra, e o próprio conceito de raça é posto em dúvida por alguns cientistas (todos os humanos pertencem à mesma espécie, e os caracteres raciais são secundários).
O trauma que se seguiu ao nazismo e ao massacre de populações inteiras na segunda guerra contribuiu para anatematizar de vez a pseudociência da eugenia, que não desapareceu em definitivo mas tornou-se terreno de charlatões.
Um outro fato também desmente esta teoria: os países que hoje se incluem no grupo dos ricos já foram, alguns séculos atrás, lugares acanhados e periféricos. A Europa de 600 anos atrás, por exemplo, era inferior econômica e culturalmente ao mundo árabe e à China.
Se existisse uma superioridade racial, ela deveria ter se manifestado durante toda a história, pois em tese, a raça não muda com o tempo.
Contrário a tudo isso aqui no Brasil, somos uma sociedade globalizada, permitindo assim uma nação ideal, sem segregações, justamente por sermos um povo miscigenado.

A admissão das cotas raciais nada mais é que admitir tacitamente toda essa loucura disseminada nos séculos XIX e XX ao afirmar na entrelinhas que afrodescendentes como o Pelé ou como Ronaldo o fenômeno, assim como os índios, são inferiores e necessitam de uma bengala para se apoiarem a fim de alcançar a desejada “igualdade” com as demais raças.
Diante e tudo isso não posso comungar com esse pensamento, mesmo que pareça ser politicamente incorreto para alguns desavisados.
sábado, 9 de abril de 2011
6) CAPITALISMO LIBERAL X SOCIALISMO MARXISTA


O maior obstáculo no campo dos debates das idéias é a desonestidade argumentativa, ou seja, a utilização de subterfúgios em forma de sofismas, diante de evidências exaustivamente comprovadas. Os campeões em utilizar desse subterfúgio são os socialistas marxistas.
A própria necessidade em ter que rotular essa turma de “socialista marxista” é fruto desse fenômeno. Na década de 70 bastaria dizer socialistas ou mesmo comunistas, pois naquela época eles adoravam essa rotulação.
Com a queda do muro de Berlim e o fracasso de todas as nações comunistas, os ditos intelectuais de esquerda se recusaram em admitir a supremacia do capitalismo sobre o dito socialismo. Daí, no alto de suas arrogâncias, criaram subterfúgios através de novas nomenclaturas com explicações enfadonhas.

Desmoralizados, marxistas de carteirinha, começaram a se auto intitular de sociais democratas, socialismo alternativo, moderado ou qualquer coisa do gênero. Foi justamente com esse papo furado que o senhor Hugo Rafael Chávez Frías tomou o poder na Venezuela. Uma vez no poder pulsou nas suas veias o bichinho marxista, perseguindo instituições e subjugando o povo, pois, sistema tão furado e irreal, somente pode vigorar por imposição e jamais por consenso.
Essa desconstrução da lógica foi tão sistematizada na nossa querida América Latina que até os representantes dos partidos liberais brasileiros caíram no canto da sereia. O Partido Liberal se intitulou Republicano e o Partido da Frente Liberal se intitulou Democratas, em referencia justamente aos dois principais partidos americanos. O fato é que os representantes desses dois partidos quiseram tirar o nome liberal de suas nomenclaturas, como se liberalismo fosse condição depreciativa.
A verdade é que infelizmente os liberais brasileiros não estão representados nos partidos políticos, justamente porque os dirigentes dos dois únicos partidos que representava o movimento nunca tiveram nada de liberal.
O liberalismo de fato não combina com oligarquias como a do senador José Sarney e do ex vice presidente José de Alencar. Não combina com o enriquecimento questionável de Paulo Maluf e nem com os cartórios de Antonio Carlos Magalhães. O liberalismo não combina com privilégios, com monopólios, com protecionismos. Não é à toa que essa turma se entrosou tanto com o marxista José Dirceu, haja vista que o “modus operandi” de um é igual ao do outro.
Os liberais de verdade estão atrás da maioria das pequenas e médias empresas. Aquelas que se não fizerem seus deveres empresarias quebram no mesmo dia. É o dono da padaria que trabalha de 12 a 16 horas por dia. O dono do pequeno mercado. O profissional liberal que se não trabalhar não come. Estes, quando entram na política, muitas vezes entram em partidos cujas estruturas estão firmadas em base protecionista, distante de suas realidades.
Por esse motivo, as estruturas de poder no Brasil são todas contaminadas, pelas dezenas das falsas premissas implantadas pelos socialistas, refletindo em ações formuladas tanto pelo Poder Executivo, como pelos outros dois Poderes, o Legislativo e o Judiciário.
O resultado de tudo isso é conviver com tantos equívocos governamentais, legislativos e jurisdicionais, como são as regras de execução do programa Bolsa Família, das ditas cotas raciais, de legislações bisonhas como é o caso da Lei da homofobia e das regras protecionistas impostas no Estatuto da Criança e do Adolescente, resultando consequentemente, em decisões judiciais distantes da realidade do homem médio.
Contra tudo isso estão os fatos com sua lógica implacável, colocando todo deslumbramento humano por terra. Talvez seja que por esse motivo que as democracias liberais capitalistas permitem o proselitismo socialista e comunista e as ditaduras comunistas socialistas não permitem qualquer proselitismo capitalista e liberal. A primeira se sobrepõe devido as premissas racionais que a sustenta, em detrimento do deslumbramento ideológico da segunda.
O maior exemplo dessa assertiva são os famosos espaços alternativos, normalmente incorporados naqueles bares, cujo público é diversificado em minorias culturais, sexuais e de costume. Trocando em miúdos, aqueles bares GLS, normalmente freqüentados por artistas, intelectuais, emos, roqueiros, poetas, etc.
Na sua grande maioria, normalmente, essas tribos são contra o famoso “sistema neoliberal”, porém adoram freqüentar esses espaços comerciais só encontrados em grandes metrópoles capitalistas.
Os mesmos “bichos grilos” que viessem a visitar as extintas União Soviética e Alemanha Oriental jamais encontrariam os tais espaços alternativos, pelo simples fato de ser proibido qualquer manifestação de rebeldia. Essa realidade é presente também na Coréia do Norte, na China e em Cuba.

E por falar na Alemanha, não existiu melhor laboratório experimental dos dois sistemas do que o demonstrado no milenar país germânico. Berço da cultura mundial e por ironia a terra do próprio Karl Marx, mas também de Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Kafka, Friedrich Nietzsche, Arthur Schopenhauer, Emmanuel Kant, Georg Hegel, Johann Sebastian Bach, Georg Friedrich Händel e Ludwig van Beethoven, só para ficar nesses exemplos.

Dividiu-se no meio, sendo que o lado ocidental adotou o liberalismo/capitalismo americano e o lado oriental adotou o combativo socialismo/comunismo soviético. O mesmo povo (homogêneo diga-se de passagem) a mesma língua e a mesma cultura.

Em menos de quatro décadas, o lado comunista apodreceu e o lado capitalista prosperou. E prosperou a tal ponto de ter forças para salvar o lado doente. Trata-se da famosa realidade nua e crua e que muitos deslumbrados teimam em ignorar.
Eu não ignoro e por isso compartilho.
terça-feira, 2 de março de 2010
5) HOMOSSEXUALISMO – NORMAL OU ANORMAL?
Antes de adentrar ao tema, gostaria de registrar tratar-se de tese, já que nesse campo da ciência humana não existe verdade absoluta, mas tão somente quase-verdades que a todo tempo podem ser contestadas de forma direta ou mesmo através do instituto da antítese.
Nessa 10ª Edição do Big Brother Brasil, os organizadores optaram em dividir os participantes do reality show em cinco grupos de três, dos quais destacaram pessoas por grupos, a saber: grupo dos belos, dos sarados, grupo dos ligados, dos cabeças e grupo dos coloridos. Este último constituído por dois homens e uma mulher, todos assumidamente homossexuais.
Não restam quaisquer dúvidas que foi justamente esse último grupo que causou e vem causando mais polêmica face ao espaço que o movimento gay vem conquistando, buscando muitas vezes impor à sociedade tratar-se de mera opção sexual.
Não concordo com essa assertiva, pois, sexualidade não é um produto disposto na prateleira em que a pessoa em determinado momento “resolve” “decidir” sua “opção” sexual, de forma que toda a conduta sexual que foge da normalidade não pode ser encarada como opção, mas sim um desvio.
Primeiro trataremos do termo normalidade. Muitas palavras sofrem um preconceito enorme, gerando um entendimento carregado de estereótipos que acabam por detonar um policiamento ético como se pronunciar fosse politicamente incorreto. A própria palavra preconceito sofre esse fenômeno.
Quando estabelecemos um comportamento normal para sexualidade, a régua utilizada para realizar essa medida é fornecida pela própria natureza que impôs mecanismos sexuais para a reprodução das espécies.
Com raríssimas exceções, a maioria dos seres vivos, são reproduzidos a partir de dos gametas: um masculino e um feminino. Seja entre mamíferos, peixes, aves e até plantas. Com os seres humanos não é diferente, toda fertilidade humana e sua natural reprodução é feita através da cópula entre macho e fêmea, e isso é indiscutível.
Pela característica pensante e filosófica inerente aos humanos, este começa a estabelecer regras e costumes sobre esse fenômeno, que em outras espécies é manifestado como mera necessidade fisiológica.
Entre as demais espécie não existe regras sociais como ética, moral, crença e tantos outros fenômenos. Já para a espécie humana, basta existir dois seres em uma ilha e as regras já se faz presente.
Nas demais espécies também não existe a psiquê com suas vertentes paradoxais que geram bloqueio, recalque e psicopatia, conforme bem explicitado por Sigmund Freud. Aliás, basta observar o tema Deus x Religião que veremos que até mesmo o homem sozinho na ilha cria estereótipos que as demais espécies não criam.
Nesse sentido, temos entre a raça humana duas imposições de normalidade, a da natureza e a sociológica. A da natureza é retilínea, determinante e inconteste. A sociológica sofre toda espécie de influência, impondo situações que faz determinada regra social numa tribo indígena não corresponder com a regra social do homem civilizado. Mas uma coisa é certa, tanto para nascer um indiozinho ou uma criança vivendo no “status civitatis”, há a necessidade da heterossexualidade, seja em forma de papai e mamãe, seja num ritual puramente sadomasoquista.
É justamente ai que começamos a estabelecer variáveis psicológicas de bloqueio e recalques, cuja origem mental manifesta-se em forma de psicopatia, que dependendo do grau e extensão manifestam-se muitas vezes em condutas reprováveis na esfera ético social. Esse fenômeno é bem visível e palpável entre os amantes da pedofilia.
A pergunta que se faz é: Será que alguém “escolhe” ser pedófilo? Alguém “escolhe” ser sádico? Alguém “escolhe” ser masoquista? Nesse contexto que começa o grande cardápio de opções: Necrofilismo, canibalismo, zoofilia, vampirismo, parafilia, urolagnia (urinar no outro), coprofilia (defecar no outro) e tantas outras aberrações.
Os desvios acima são gêneros das quatro espécies possíveis de ocorrência entre seres sexuados divergentes. Como seres sexuados divergentes entende-se por macho e fêmea distintos, onde os órgãos reprodutores são divergentes entre eles e que necessita a ocorrência da cópula para a junção dos gametas femininos e masculinos.
Já as quatro espécies possíveis dentro desse contexto são: Heterossexuais, Bissexuais, Homossexuais e Neutrossexuais. Estes últimos (por incrível que possa parecer) não têm qualquer interesse sexual, optando por uma vida absolutamente abstêmia. Na história da igreja católica, muitas pessoas optaram pelo sacerdócio por serem portadores desse desvio e imaginarem ser uma espécie de sina divina.
Podemos ter heterossexuais com desvios sadomasoquistas, pedófilia, necrofilismo e todos os outros ismos acima enumerados. Podemos ter bissexuais, homossexuais e neutrossexuais assim, muito embora nesses últimos é muito mais raro, pois repudiam todo o tipo de contato, mas mesmo assim, é muito comum os neutrossexuais serem masoquistas, pois a própria auto imposição de castidade tem uma aparência de castigo.
Se os gêneros descritos são desvios puramente psicológicos, as quatro espécies enumeradas são manifestações mistas, ou seja, de cunho psicológico, mas também podendo ser biológicos.
A homossexualidade tem uma característica que merece um aprofundado estudo por parte da biologia, mas que também sofre da influencia psicológica.
Qualquer aluno que concluiu o segundo grau aprendeu nas aulas de biologia que toda nossa carga genética é constituída por 46 cromossomos, divididos em 23 pares, dos quais 50% herdados da mãe e 50% herdados do pai. O assunto para ficar mais elucidativo, merece um pequeno resumo. Vamos lá!

Os cromossomos são os responsáveis por carregar toda a informação que as células necessitam para seu crescimento, desenvolvimento e reprodução. Localizados no núcleo celular, eles são constituídos por DNA, que, em padrões específicos, são denominados genes.

São filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, que coram intensivamente com uso de corante citológico, composto por DNA e proteínas.
As características próprias de cada indivíduo, como, por exemplo, a cor dos olhos, cabelos, estatura, entre tantas outras, são hereditárias, uma vez que fazem parte de seu código genético (DNA).

O DNA, constituinte fundamental do cromossomo, é formado por bases nitrogenadas, entre elas as purinas, representadas pela adenina e guanina, e pelas piridimindas, representadas pela citosina e timina. A molécula de DNA é uma hélice dupla helicóidal, em que o filamento externo é constituído por fósforo e açúcar e a parte mais interna pelas ligações por pontes duplas de hidrogênio entre adenina e guanina e triplas entre citosina e timina.
A maioria das células humanas se estruturam em pares, e, por isso, são chamadas diplóides (46 cromossomos). Há também as células haplóides (23 cromossomos), estas, possuem apenas metade do número de cromossomos e normalmente são encontradas nas células germinativas masculina e feminina. É através das células haplóides que ocorrerá a meiose.
Outro fato importante é a distinção, em certas espécies, dos cromossomos sexuais. Assim, por exemplo, nos machos de algumas espécies, incluindo a espécie humana, o sexo está associado a um par de cromossomos morfologicamente diferente de seu homólogo (heteromórfico). Esses cromossomos são designados por X e Y. Os demais cromossomos são denominados de autossomais.
Nas células somáticas humanas são encontrados esses 23 pares de cromossomos. Destes, 22 pares são semelhantes em ambos os sexos e são denominados autossomos. O par restante compreende os cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um cromossomo X e um Y. Os livros que tratam desse assunto identificam os 23 pares masculinos como 44+XY [(22x2)+1) e os 22 pares femininos como 44+XX [(22x2)+1).
Nesse sentido, para desespero dos machistas, não é falsa premissa afirmar que todo homem possui sua porção mulher, uma vez que tem dentro de si um gene recessivo “X”, ou seja, todos os homens são heterozigotos na carga genética sexual.
Por outro lado, a mulher não tem qualquer porção masculina, pois seu gene sexual é homozigoto constituído por dois “X”.
Se um gene for anormal, ele pode codificar para uma proteína anormal ou para uma quantidade insuficiente de proteína normal. Como os cromossomos autossômicos existem em pares, há 2 cópias de cada gene. Se um desses genes for defeituoso, o outro pode codificar para proteína suficiente e, portanto, a anormalidade não é clinicamente aparente. Isso é chamado de gene de uma doença recessiva.
Uma pessoa com um gene anormal é denominada HETEROZIGOTA para aquele gene. Quase todas as doenças contêm um componente genético, mas a importância desse componente varia. Os distúrbios em que a genética representa um papel importante, as chamadas doenças genéticas, podem ser classificadas como defeitos de um único gene, distúrbios do cromossômicos ou multifatoriais. Os defeitos de um único gene também são chamados de distúrbios mendelianos.
O distúrbio de um único gene é o que é determinado por um alelo específico em um único lócus em um ou nos dois membros de um par de cromossomos. Os defeitos de um único gene são raros, com uma freqüência menor que 1 em cada 500 nascimentos.
Existem apenas quatro padrões básicos de herança de um único gene: autossômico dominante, autossômico recessivo, dominante ligado ao X e recessivo ligado ao X.
O efeito observado de um gene anormal (a aparência de um distúrbio) é chamado de fenótipo anormal. Um fenótipo manifestado da mesma maneira (tanto em homozigotos quanto em heterozigotos) é dominante. Um fenótipo manifestado somente em homozigotos (ou, para características ligadas ao X, manifestado em pessoas do sexo masculino mas não nas do sexo feminino) é recessivo. Os heterozigotos para um gene recessivo são chamados de portadores. Neles, geralmente, o fenótipo não se manifesta clinicamente, mas pode, com freqüência, ser identificado por métodos laboratoriais sensíveis.
Dado todas essas explicação, fica mais fácil ousar em afirmar que o homossexualismo masculino difere do homossexualismo feminino. O primeiro tem todas as probabilidades de ser derivado de anomalia genética, enquanto o segundo, de desvio meramente psicológico, tal como ocorre nos casos de pedofilia, sadomasoquismo, necrofilia, canibalismo, zoofilia, vampirismo, parafilia, urolagnia, coprofilia e tantos outros.
Tanto é procedente que nos homens, o homossexualismo se manifesta desde o útero, enquanto é bastante normal mulheres “tornarem-se” homossexuais ao longo da vida, ora por traumas de infância, ora por “experimentar”, ora para se vingar do marido violento ou fanfarrão, do pai que bate na mãe, etc. Existem também aquelas que se sentem atraídas pelo desejo desde a tenra idade, tal como ocorre com outros desvios psicóticos.
Antes que atirem pedras sobre essa opinião, que como dito tem status de tese, as abordagens acima descritas visa tão somente em entabular constatações e jamais valores. Muito pelo contrário, pois demonstra que tais distúrbios não são derivados de vontade do portador, (ou até sem-vergonhice como alguns insistem) mas por um ocaso da própria natureza, ou mesmo de psiques que ainda nem sonhamos em conhecer.
Penso que a única coisa que não pode, é querer enlatar o debate como se fosse algo proibido discutir e até estudar. Se os ditos movimentos GLS num primeiro momento vieram para a nobre causa de conscientizar a sociedade, em muitos casos, também passaram a exercer uma espécie de policiamento, tentando imprimir que tais comportamentos são normais ou meras “opções”, o que não concordamos.
Se determinada pessoa que por força de seus valores, crença e ética pessoal desejar buscar qualquer tipo de tratamento (e nesse ponto para as mulheres é mais fácil conseguir), essa pessoa não pode ser apedrejada pelos confrades da causa, que costumo chamar de “moralista às avessas”, ou seja, se um moralista tradicional perde a razão quando simplesmente apedreja um homossexual, utilizando-se de argumentos preconceituosos e desprovidos de fundamentação, os “moralistas às avessas” também perdem a razão quando condenam qualquer tipo de debate ou tentativa fuga do problema.
Aguardo comentários e opiniões.
Nessa 10ª Edição do Big Brother Brasil, os organizadores optaram em dividir os participantes do reality show em cinco grupos de três, dos quais destacaram pessoas por grupos, a saber: grupo dos belos, dos sarados, grupo dos ligados, dos cabeças e grupo dos coloridos. Este último constituído por dois homens e uma mulher, todos assumidamente homossexuais.
Não restam quaisquer dúvidas que foi justamente esse último grupo que causou e vem causando mais polêmica face ao espaço que o movimento gay vem conquistando, buscando muitas vezes impor à sociedade tratar-se de mera opção sexual.
Não concordo com essa assertiva, pois, sexualidade não é um produto disposto na prateleira em que a pessoa em determinado momento “resolve” “decidir” sua “opção” sexual, de forma que toda a conduta sexual que foge da normalidade não pode ser encarada como opção, mas sim um desvio.
Primeiro trataremos do termo normalidade. Muitas palavras sofrem um preconceito enorme, gerando um entendimento carregado de estereótipos que acabam por detonar um policiamento ético como se pronunciar fosse politicamente incorreto. A própria palavra preconceito sofre esse fenômeno.
Quando estabelecemos um comportamento normal para sexualidade, a régua utilizada para realizar essa medida é fornecida pela própria natureza que impôs mecanismos sexuais para a reprodução das espécies.
Com raríssimas exceções, a maioria dos seres vivos, são reproduzidos a partir de dos gametas: um masculino e um feminino. Seja entre mamíferos, peixes, aves e até plantas. Com os seres humanos não é diferente, toda fertilidade humana e sua natural reprodução é feita através da cópula entre macho e fêmea, e isso é indiscutível.
Pela característica pensante e filosófica inerente aos humanos, este começa a estabelecer regras e costumes sobre esse fenômeno, que em outras espécies é manifestado como mera necessidade fisiológica.
Entre as demais espécie não existe regras sociais como ética, moral, crença e tantos outros fenômenos. Já para a espécie humana, basta existir dois seres em uma ilha e as regras já se faz presente.
Nas demais espécies também não existe a psiquê com suas vertentes paradoxais que geram bloqueio, recalque e psicopatia, conforme bem explicitado por Sigmund Freud. Aliás, basta observar o tema Deus x Religião que veremos que até mesmo o homem sozinho na ilha cria estereótipos que as demais espécies não criam.
Nesse sentido, temos entre a raça humana duas imposições de normalidade, a da natureza e a sociológica. A da natureza é retilínea, determinante e inconteste. A sociológica sofre toda espécie de influência, impondo situações que faz determinada regra social numa tribo indígena não corresponder com a regra social do homem civilizado. Mas uma coisa é certa, tanto para nascer um indiozinho ou uma criança vivendo no “status civitatis”, há a necessidade da heterossexualidade, seja em forma de papai e mamãe, seja num ritual puramente sadomasoquista.
É justamente ai que começamos a estabelecer variáveis psicológicas de bloqueio e recalques, cuja origem mental manifesta-se em forma de psicopatia, que dependendo do grau e extensão manifestam-se muitas vezes em condutas reprováveis na esfera ético social. Esse fenômeno é bem visível e palpável entre os amantes da pedofilia.
A pergunta que se faz é: Será que alguém “escolhe” ser pedófilo? Alguém “escolhe” ser sádico? Alguém “escolhe” ser masoquista? Nesse contexto que começa o grande cardápio de opções: Necrofilismo, canibalismo, zoofilia, vampirismo, parafilia, urolagnia (urinar no outro), coprofilia (defecar no outro) e tantas outras aberrações.
Os desvios acima são gêneros das quatro espécies possíveis de ocorrência entre seres sexuados divergentes. Como seres sexuados divergentes entende-se por macho e fêmea distintos, onde os órgãos reprodutores são divergentes entre eles e que necessita a ocorrência da cópula para a junção dos gametas femininos e masculinos.
Já as quatro espécies possíveis dentro desse contexto são: Heterossexuais, Bissexuais, Homossexuais e Neutrossexuais. Estes últimos (por incrível que possa parecer) não têm qualquer interesse sexual, optando por uma vida absolutamente abstêmia. Na história da igreja católica, muitas pessoas optaram pelo sacerdócio por serem portadores desse desvio e imaginarem ser uma espécie de sina divina.
Podemos ter heterossexuais com desvios sadomasoquistas, pedófilia, necrofilismo e todos os outros ismos acima enumerados. Podemos ter bissexuais, homossexuais e neutrossexuais assim, muito embora nesses últimos é muito mais raro, pois repudiam todo o tipo de contato, mas mesmo assim, é muito comum os neutrossexuais serem masoquistas, pois a própria auto imposição de castidade tem uma aparência de castigo.
Se os gêneros descritos são desvios puramente psicológicos, as quatro espécies enumeradas são manifestações mistas, ou seja, de cunho psicológico, mas também podendo ser biológicos.
A homossexualidade tem uma característica que merece um aprofundado estudo por parte da biologia, mas que também sofre da influencia psicológica.
Qualquer aluno que concluiu o segundo grau aprendeu nas aulas de biologia que toda nossa carga genética é constituída por 46 cromossomos, divididos em 23 pares, dos quais 50% herdados da mãe e 50% herdados do pai. O assunto para ficar mais elucidativo, merece um pequeno resumo. Vamos lá!

Os cromossomos são os responsáveis por carregar toda a informação que as células necessitam para seu crescimento, desenvolvimento e reprodução. Localizados no núcleo celular, eles são constituídos por DNA, que, em padrões específicos, são denominados genes.

São filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, que coram intensivamente com uso de corante citológico, composto por DNA e proteínas.
As características próprias de cada indivíduo, como, por exemplo, a cor dos olhos, cabelos, estatura, entre tantas outras, são hereditárias, uma vez que fazem parte de seu código genético (DNA).

O DNA, constituinte fundamental do cromossomo, é formado por bases nitrogenadas, entre elas as purinas, representadas pela adenina e guanina, e pelas piridimindas, representadas pela citosina e timina. A molécula de DNA é uma hélice dupla helicóidal, em que o filamento externo é constituído por fósforo e açúcar e a parte mais interna pelas ligações por pontes duplas de hidrogênio entre adenina e guanina e triplas entre citosina e timina.
A maioria das células humanas se estruturam em pares, e, por isso, são chamadas diplóides (46 cromossomos). Há também as células haplóides (23 cromossomos), estas, possuem apenas metade do número de cromossomos e normalmente são encontradas nas células germinativas masculina e feminina. É através das células haplóides que ocorrerá a meiose.
Outro fato importante é a distinção, em certas espécies, dos cromossomos sexuais. Assim, por exemplo, nos machos de algumas espécies, incluindo a espécie humana, o sexo está associado a um par de cromossomos morfologicamente diferente de seu homólogo (heteromórfico). Esses cromossomos são designados por X e Y. Os demais cromossomos são denominados de autossomais.
Nas células somáticas humanas são encontrados esses 23 pares de cromossomos. Destes, 22 pares são semelhantes em ambos os sexos e são denominados autossomos. O par restante compreende os cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um cromossomo X e um Y. Os livros que tratam desse assunto identificam os 23 pares masculinos como 44+XY [(22x2)+1) e os 22 pares femininos como 44+XX [(22x2)+1).
Nesse sentido, para desespero dos machistas, não é falsa premissa afirmar que todo homem possui sua porção mulher, uma vez que tem dentro de si um gene recessivo “X”, ou seja, todos os homens são heterozigotos na carga genética sexual.
Por outro lado, a mulher não tem qualquer porção masculina, pois seu gene sexual é homozigoto constituído por dois “X”.
Se um gene for anormal, ele pode codificar para uma proteína anormal ou para uma quantidade insuficiente de proteína normal. Como os cromossomos autossômicos existem em pares, há 2 cópias de cada gene. Se um desses genes for defeituoso, o outro pode codificar para proteína suficiente e, portanto, a anormalidade não é clinicamente aparente. Isso é chamado de gene de uma doença recessiva.
Uma pessoa com um gene anormal é denominada HETEROZIGOTA para aquele gene. Quase todas as doenças contêm um componente genético, mas a importância desse componente varia. Os distúrbios em que a genética representa um papel importante, as chamadas doenças genéticas, podem ser classificadas como defeitos de um único gene, distúrbios do cromossômicos ou multifatoriais. Os defeitos de um único gene também são chamados de distúrbios mendelianos.
O distúrbio de um único gene é o que é determinado por um alelo específico em um único lócus em um ou nos dois membros de um par de cromossomos. Os defeitos de um único gene são raros, com uma freqüência menor que 1 em cada 500 nascimentos.
Existem apenas quatro padrões básicos de herança de um único gene: autossômico dominante, autossômico recessivo, dominante ligado ao X e recessivo ligado ao X.
O efeito observado de um gene anormal (a aparência de um distúrbio) é chamado de fenótipo anormal. Um fenótipo manifestado da mesma maneira (tanto em homozigotos quanto em heterozigotos) é dominante. Um fenótipo manifestado somente em homozigotos (ou, para características ligadas ao X, manifestado em pessoas do sexo masculino mas não nas do sexo feminino) é recessivo. Os heterozigotos para um gene recessivo são chamados de portadores. Neles, geralmente, o fenótipo não se manifesta clinicamente, mas pode, com freqüência, ser identificado por métodos laboratoriais sensíveis.
Dado todas essas explicação, fica mais fácil ousar em afirmar que o homossexualismo masculino difere do homossexualismo feminino. O primeiro tem todas as probabilidades de ser derivado de anomalia genética, enquanto o segundo, de desvio meramente psicológico, tal como ocorre nos casos de pedofilia, sadomasoquismo, necrofilia, canibalismo, zoofilia, vampirismo, parafilia, urolagnia, coprofilia e tantos outros.
Tanto é procedente que nos homens, o homossexualismo se manifesta desde o útero, enquanto é bastante normal mulheres “tornarem-se” homossexuais ao longo da vida, ora por traumas de infância, ora por “experimentar”, ora para se vingar do marido violento ou fanfarrão, do pai que bate na mãe, etc. Existem também aquelas que se sentem atraídas pelo desejo desde a tenra idade, tal como ocorre com outros desvios psicóticos.
Antes que atirem pedras sobre essa opinião, que como dito tem status de tese, as abordagens acima descritas visa tão somente em entabular constatações e jamais valores. Muito pelo contrário, pois demonstra que tais distúrbios não são derivados de vontade do portador, (ou até sem-vergonhice como alguns insistem) mas por um ocaso da própria natureza, ou mesmo de psiques que ainda nem sonhamos em conhecer.
Penso que a única coisa que não pode, é querer enlatar o debate como se fosse algo proibido discutir e até estudar. Se os ditos movimentos GLS num primeiro momento vieram para a nobre causa de conscientizar a sociedade, em muitos casos, também passaram a exercer uma espécie de policiamento, tentando imprimir que tais comportamentos são normais ou meras “opções”, o que não concordamos.
Se determinada pessoa que por força de seus valores, crença e ética pessoal desejar buscar qualquer tipo de tratamento (e nesse ponto para as mulheres é mais fácil conseguir), essa pessoa não pode ser apedrejada pelos confrades da causa, que costumo chamar de “moralista às avessas”, ou seja, se um moralista tradicional perde a razão quando simplesmente apedreja um homossexual, utilizando-se de argumentos preconceituosos e desprovidos de fundamentação, os “moralistas às avessas” também perdem a razão quando condenam qualquer tipo de debate ou tentativa fuga do problema.
Aguardo comentários e opiniões.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
4) EUA X AQUECIMENTO GLOBAL

Sempre que o mundo se reúne para discutir o aquecimento global, a pergunta que todos fazem é: Os Estados Unidos vão assinar algum protocolo? Muitos intelectuais do mundo imaginavam que essa possibilidade ocorreria, mesmo que timidamente com o atual presidente Barack Obama, mas tiveram suas expectativas frustradas.
Da outra ponta, a poderosa parcela da sociedade conservadora americana, vem organizando um movimento em defesa dos Estados Unidos, ressuscitando um movimento nacionalista, nascido quando ainda era colônia da Inglaterra, que entabulou uma política perversa na regra de exportação do Chá, tal qual os portugueses fizeram com a nossa cana-de-açúcar, pau-brasil e ouro.

Diferentemente do que aconteceu nas colônias portuguesas e espanholas, a progressista colônia inglesa já tinha uma sociedade civil organizada que se rebelou e iniciou um movimento denominado “Tea Party”, e tomou dimensão tão poderosa, que resultou na independência americana e instituição do primeiro governo republicano do planeta.

Se as colônias ibéricas (colônias de exploração) ficaram passivas diante o desfalque de produtos precisos como a cana-de-açúcar, pau-brasil e ouro, a colônia anglo-saxônica (colônia de povoamento) se organizou e se rebelou por causa de uma manobra inglesa que visava espoliar uma simples erva mate.

Se enquanto colônia a sociedade americana já era forte o suficiente para peitar a poderosa Inglaterra, imagine-se agora como o país mais rico do mundo. Se a erva-mate foi suficiente para mexer com o brio americano, imagine-se agora se vão brincar com sua estabilidade econômica e em conseqüência sua supremacia bélica.

Se para o mundo Barack Obama está deixando a desejar, para o “partido do chá” (que reúne americanos de todos os segmentos) o presidente americano está balbuciante e pondo em risco a economia e supremacia americana.

O fato é que dentre os países que participam de fóruns mundiais como o de Kyoto, de Davos e de Copenhague, muitos são anti americanos e estão lá mais para buscar uma fórmula legitimada para enfraquecer os Estados Unidos do que para melhorar o planeta terra. E pior, contam com bobos da corte como Lula para fazer coro a um discurso falacioso.

Barack Obama ao assinar protocolos de compromissos como os sugeridos em Copenhague, contribuiria com o planeta, mas colocaria seu país em risco.

Conta-se nos dedos de uma mão os países que não toleram a corrupção e enfrentam o problema com rigor, e não é por outro motivo que são justamente esses países que estão na galeria das grandes potências, e que por força de seus crescimentos poluem o meio ambiente.

Ao abrirem mão de seu crescimento e estancarem o desenvolvimento, criarão crises e instabilidades tão severas e devastadoras, muitas vezes maiores que o próprio tsunami. Sem contar que fragilizariam seu poder bélico, dando vazão a muitos países corruptos e ditadores a produção de armas nefastas e em conseqüência o controle da situação. E estes, nem fórum em Copenhague permitiriam, nem internet, nem informação.

As tecnologias e as armas de guerras existem e sempre existirão daqui para frente, esteja na mão dos americanos, dos japoneses, de chineses, de italianos, de russos ou de alemães. O problema é que os outros países acima citados já estiveram sob jugo de ditadores tiranos, enquanto os Estados Unidos nunca teve.

Imaginem o poder econômico e bélico americano sob o comando de Hitler, Mussolini, Mao Tse Tung, Napoleão, Lênin ou do neo tirano Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã? Possivelmente a fórmula que encontrariam de diminuir o aquecimento global seria bem prática, ou seja, exterminar três quartos da população mundial, ou mais.

Se o aquecimento global vai dizimar metade, dois terços ou três quartos dos habitantes do planeta ninguém sabe, mas caso ocorra, os Estados Unidos e os demais países desenvolvidos e democráticos do mundo primarão por não retroceder à tirania medieval, adaptando-se à nova ordem sem os traumas impostos por ditadores intolerantes.

Os colonos americanos que organizaram o “Tea Party” em 1773 fundaram o primeiro estado republicano do mundo e desde então nunca tiveram um ditador comandando os Estados Unidos. Nesses 237 anos viram sucumbir movimentos extremamente fortes como o marxismo soviético e a intolerância nazista. O aquecimento global impõe novas regras no tabuleiro do xadrez geopolítico mundial e cabe ao jogador Barack Obama comandar essas complicadas peças. Quem viver verá.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
3) DEUS X RELIGIÃO
No filme Náufrago, maravilhosamente interpretado por Tom Hanks, um homem que vivia no olho do furacão do mundo capitalista, de uma hora para outra se viu náufrago em uma ilha distante, após a queda de um avião da FEDEX (Federal Express, os Correios americano). Além de demonstrar que o homem só na ilha volta ao status primitivo, o filme aborda com bastante competência a tão propagada relatividade do tempo, abordada por Albert Einstein, ícone da física do Século XX.
Se para o Chuck Noland (Tom Hanks), enquanto executivo da FEDEX, tempo valia dinheiro e não devia ser desperdiçado (ele desafiava os concorrentes colocando um relógio em determinadas encomendas para provar que chegava dentro do tempo combinado), quando se viu náufrago, o mesmo Chuck Noland percebeu que o mesmo tempo passava de forma implacável, independentemente da sua vontade, e que pequenas coisas como fazer o fogo, poderia durar alguns dias e até semanas.
E é justamente essa solidão de ver o tempo passar incondicionalmente, perceber que a noite vem e o dia vai da mesma forma, o homem tende a loucura, necessitando criar dogmas que lhe conforte diante da sua insignificância perante a natureza. O Dogma criado pelo naufrago foi uma bola da marca Wilson.
Wilson virou um personagem incontestável para aquele homem, ao ponto de ter chorado feito uma criança quando a bola se perdeu ao mar. Não fosse Wilson o naufrago possivelmente teria sucumbido, já que até pensou em praticar suicídio perante a indiferença da natureza ao seu problema.
É justamente essa indiferença da natureza que faz o homem criar suas superstições, incluindo ai as religiões. A ilha antes do naufrago era a mesma ilha, o mar era o mesmo mar, o céu e as estrelas idem e a chuva e outras intempéries ocorriam com ou sem o homem ali.
Substitua-se a ilha pelo planeta terra. Segundo a ciência (e eu acredito na ciência), o planeta tem aproximadamente 5 bilhões de anos, enquanto o universo teria 15 bilhões de anos depois do Big Bang.
Veja no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=NDV2lnf3DHU
http://www.youtube.com/watch?v=bcU23hOPrvA&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=pxw3GY9mbY4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=XsfCc-yRVmM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=cblC3eZo3sw&feature=related
Para calcular a idade de uma rocha é preciso somar o tempo de sua formação no interior do planeta, o período de esfriamento (que pode chegar a 500 mil anos) e o tempo que ela leva para surgir na crosta.
Na datação de rochas os cientistas identificam em sua composição elementos radiativos. Sabe-se que todo elemento radiativo (isótopo instável) se transforma naturalmente em um isótopo estável.
O tempo máximo de transformação também é uma variável conhecida. Assim, é possível calcular a idade de uma rocha investigando quanto ainda resta do elemento radiativo. Explica-se: A desintegração radioativa de átomos instáveis funcionam como relógios do universo.
Cada isótopo instável de um elemento químico tem um período de tempo dentro do qual o número de átomos existentes se reduz à metade por desintegração radioativa. Dos 320 isótopos existentes na natureza, 40 são radioativos. A determinação radiométrica do tempo se distingue entre os relógios de ação demorada e os relógios de curto tempo.
Dentre os isótopos de medição de ação demorada estão o Urânio-Chumbo e Tório-Chumbo cujo tempo de redução à metade é de 4.47 bilhões de anos; 1,31 bilhões de anos para Potássio-Argônio e enormes 48,8 bilhões de anos o Rubidio-Estrôcio. Já a medição de curto prazo é feita pelo isótopo Carbono 14, onde a desintegração de metade de seus átomos acontecem em 5.730 anos.
Dentro desse e outros critérios mais complexos, calcula-se que o surgimento da vida se deu há 3 bilhões de anos e os antepassados do homo-sapiens teria surgido há aproximadamente 300 milhões de anos. Da mesma forma que a natureza estava lá antes do naufrago chegar na ilha, Deus também estaria antes do surgimento do universo.
Já a religião não tem mais que 10 mil anos de história registrada na idade moderna. Se o homem é criação de Deus, a religião é criação do homem, portanto distante daquele.
Tanto é verdade que outrora a religião apoiava a idéia em que a terra era o centro do universo. Homens da ciência diziam que não e provou-se que estavam certos. A religião apoiava a idéia de que a terra era plana. Homens da ciência diziam que não e provou-se que estavam certos.
Ouso dizer que Deus está ao lado da ciência e absolutamente equidistante da religião, tanto é que foram homens obstinados pelos estudos da natureza como Sócrates, Hipócrates, Newton, Torricelli, Baskara, Robert Boyle, Pascal, Copérnico, Da Vinci, Pitágoras, Kepler, Montesquieu, René Descartes, Beethoven, Thomaz Edson, Albert Einstein, entre tantos outros que ajudaram a melhorar nossas vidas e não os supostos profetas da religião.
Ao decifrar os movimentos cósmicos sem qualquer instrumento, descobrir fórmulas matemáticas irrefutáveis, teorizar o átomo sem qualquer microscópio, compor uma complexa melodia mesmo sendo surdo, dar as primeiras informações sobre as células e os microssomos, domar a eletricidade, formatar toda a informática a partir dos números binários, criar obras de artes imortais, esses homens nada mais fizeram que a manifestação divina através do conhecimento.
Por outro lado, a religião disseminou a discórdia, a intolerância, o preconceito, a ignorância e tantas outras maldades que manteve os homens na obscuridade e contra as descobertas acima elencadas. Parece até que a religião foi criação do diabo contra a obra de Deus.
O fato é que tanto o diabo como a própria religião são culturas humanas tal qual a bola Wilson do naufrago citado no começo do texto. Que venham as críticas e opiniões.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
2) TRANSPORTE PÚBLICO X PLANILHA DE CUSTO

O tema é pertinente porque em todo Brasil reina essa eterna polêmica sobre preço da passagem do ônibus. O núcleo central dessa discussão passa pela malfadada Planilha de Custos, que nada mais é que um eficiente instrumento de manobra, cuja principal missão é validar qualquer preço de tarifa que se deseje praticar.
Se você deseja fazer um fretamento de ônibus ou de Van, a discussão do preço gira em torno da quilometragem, ou seja, do percurso desejado e quanto custará por quilômetro rodado, não importando tanto a quantidade de pessoas que vão usufruir.
Já o setor de transporte coletivo, aproveitando-se do monopólio que sempre esteve mercadologicamente ancorado no setor, criou esse bicho papão para tornar um negócio lucrativo num seleto cartório milionário e até bilionário.
Tudo que diz respeito a veículos automotores não tem 100 anos de existência, donde apenas duas ou três gerações foram responsáveis por toda a organização de adaptação, instrumentalização e fenômenização de todas as variáveis possíveis que se possa imaginar dentro do setor.

Desde as regras de mercado, legislações, proteções e autorizações, começaram a ganhar força somente após a década de 30, com o advento da primeira guerra mundial.
Vale dizer que o pai ou o avô dos atuais proprietários de empresas de ônibus urbanos do Brasil foram os responsáveis pelas regras estabelecidas no sistema, incluindo ai a criação dessa fórmula secreta e esperta chamada Planilha de Custos.
Alguém imagina se há 40 ou 50 anos atrás algum usuário do serviço de transporte coletivo foi chamado a participar da elaboração da Planilha de Custos, que foi proposta pela elite do sistema e rapidamente disseminada em todo o Brasil e que vigora até os dias atuais? Óbvio que não, pois, muitos economistas tem dificuldade em entender os meandros da engenharia financeira aplicada nesse labirinto já institucionalizado pelos operadores do sistema.
Basta dizer que no Brasil dos anos 30 e 40 tinha tudo a ser feito. Os pioneiros do setor realmente foram desbravadores, mas sabiam que seria um caminho sem volta, já que no mundo civilizado o sistema já dava sinais de prosperidade.
Os poderes públicos de então eram reféns desses empresários abnegados, pois toda a economia dependia do ir e vir das pessoas e das mercadorias.Dessa forma, a primeira discussão foi no sentido a recompensar esses desbravadores que literalmente amassaram o barro, resultando em contratos de exclusividade sob períodos bem longos, com a finalidade de recuperar o trabalho e o capital empregados.
Com o êxodo rural que o Brasil viveu no período, não é difícil concluir que essa recompensa veio bem rápido, já que as cidades começaram a crescer a olhos vistos. Em apenas uma década (no máximo duas), aquelas empresas familiares de transporte público, passaram a firmar-se como grandes empresas e em alguns casos grandes conglomerados, despertando inveja e ambição de muitos, incluindo ai pessoas ligadas ao órgão concedente que é o poder público.
Políticos que se achavam no direito de pedir dinheiro aos empresários do setor por entender que esses enriqueceram graças à concessão permitida, forçavam os empresários tirar do próprio povo usuário, via aumentos sucessivos das tarifas. Já os empresários, por sua vez, temerosos de que o apetite dos mandatários fosse cada vez mais voraz, (que normalmente é) necessitavam de não deixar muito claro a fatia de lucro a eles inerente, até porque, corriam o risco de ter que repartir o bolo como se fosse uma sociedade.
Foi ai que os empresários que melhor se organizaram introduziram no sistema, e goela abaixo do poder público, a engenharia pitagoriana da tal Planilha de Custos. Isso ocorreu aproximadamente na década de 70, ou seja, 40 anos atrás.Num primeiro momento essa manobra foi até boa para os usuários, pois os empresários mais sérios, mesmo tendo que apadrinhar alguns políticos, não queriam inviabilizar o sistema a ponto de serem obrigados a cobrar tarifas impraticáveis para atender o apetite de alguns prefeitos. A planilha servia nessa primeira fase como instrumento regulador dessa odiosa demanda.
Como tudo na vida que se torna viável e lucrativo, óbvio que a engenharia das Planilhas de Custos também foi utilizada como eficiente método de maquiar lucros excessivos, sujeitos a tributação e redistribuição. A ponto de levar a uma família do setor, constituir uma das maiores empresas aéreas do Brasil, como foi o caso da família Constantino que administra o transporte coletivo urbano de quase a metade de país.
O pior é que tudo é financiado a custa do suor da população que vive na base da pirâmide social
Não estamos mais no Brasil dos anos 30. Ninguém precisa mais ser recompensado pelo pioneirismo. O Ministério Público hoje já é bem organizado e capacitado para estancar o apetite dos políticos que tentarem extorquir o setor.
Para o bem de todos, especialmente dos usuários, precisamos acabar com o monopólio do setor, permitindo a entrada de pequenos concessionários do serviço, que deverão cobrar do poder concedente por quilômetro rodado e não por aplicação de planilha de custos. Os prestadores devem ser contratados via licitação na modalidade pregão eletrônico, impulsionando assim para um serviço de excelência por um preço justo e transparente.

A nova ordem mundial exige mudanças de paradigmas para preservação do planeta, e uma delas é atrair as pessoas para o transporte público. Para isso o sistema não pode mais ser tratado como um cartório sob o poder de meia dúzia de famílias.
domingo, 17 de janeiro de 2010
1) VOCÊ ACREDITA NO DESTINO?

Antes da existência do “Homo Sapiens”, todos os acontecimentos eram somente fatos. Desde o cair de uma folha da árvore, da água da cachoeira, o abate da presa pelo animal predador, as tempestades, os maremotos, os terremotos, a queda de um meteoro na superfície terrestre, o peixe nadando, a espécie evoluindo, etc, etc.
A partir da existência de um ser filosófico e pensante, dotado de vontades e de poder de decisão, o universo dos fatos passou a ganhar uma espécie de outros fatos, chamados de ATOS HUMANOS, donde concluímos que: todos os ATOS HUMANOS são fatos, mas, nem todos os fatos dependem da vontade humana.
Desde então, o primeiro choro da criança, o primeiro beijo, o primeiro tapa na cara, o primeiro furto, o primeiro homicídio, e tantos outros atos humanos passaram a fazer parte de uma galeria de acontecimentos provocados e que passaram a somar aos milhares de trilhões de fatos produzidos diariamente pela natureza.
Isso mesmo; são milhares de trilhões de atos humanos, somados a milhares de trilhões de fatos da natureza, que compõem todos os acontecimentos do nosso dia-a-dia.
Existem atos que duram apenas um milésimo de segundo, como é o caso de um piscar de olhos, mas, a maioria dos atos humanos se realiza em um, ou poucos segundos, como é o caso de atirar uma pedra, a batida de um automóvel, um beijo, a injeção na veia, o grito de socorro, o tiro do revólver, e tantos outros fatos.
Considerando que o dia de 24 horas é composto de 86.400 segundos e o planeta tem aproximadamente 6 bilhões de pessoas, chega-se a aproximadamente 500 quatrilhões de atos humanos por dia.
Ocorre que esse número pode ser elevado a enézima potencia se considerarmos que as pessoas interagem entre si na produção dos atos, donde um ato interfere na vida de outras tantas pessoas, com outros atos subseqüentes. Desde uma piada que faz outras pessoas rirem e que também faz lembrar outras piadas; a um homicídio que põe fim a vida alheia e altera a rotina de seus familiares e amigos.
Para se ter uma idéia da dimensão desses números, imagine uma pessoa que nasce contando números e vive até os 100 anos de idade sem parar de contar, numa cadência de apenas um segundo de intervalo entre um número e outro. No centenário de sua existência, chegará a pouco mais de 3 bilhões. Isso porque 100 anos tem 3.153.600.000 segundos.
Dessa forma, quando falamos em 500 quatrilhões de atos humanos produzidos diariamente, donde muitos destes 500 quatrilhões de atos geram outros milhares de trilhões de atos subseqüentes, estamos tratando de números inimagináveis, impossíveis de serem catalogados de forma organizada.
Num universo tão extenso de possibilidades, nada pode ser considerado improvável de acontecer, haja vista que as pessoas agem e pensam de forma muito parecida. Vale dizer o seguinte: o que você está fazendo ou pensando agora nesse instante, tem muita chance de um grande número de pessoas estarem fazendo ou pensando as mesmas coisas.
Nesse sentido é que deparamos com diversos acontecimentos inusitados os quais tentamos explicá-los com a singela explicação de que foi obra do destino. Isso é comum diante de tragédias como a queda de um avião ou catástrofes como acorrida no Haiti. Aquela pessoa que perdeu o embarque do avião que caiu ou deixou de viajar ao Haiti no dia do terremoto, tende a creditar que seja uma pessoa ungida pela graça do destino.
Ocorre que todos os dias, durante todos os segundos das 24 horas a eles inerentes, milhões de pessoas estão embarcando e desembarcando em aviões em todo o mundo, e dentre esses milhões de passageiros, milhares perdem ou adiam os seus vôos, praticando os famosos atos humanos do cotidiano.
O interessante é que os amantes da tese do destino justificam a existência do mesmo, tanto para o sortudo que sobreviveu, como para os azarados que morreram. Na verdade o que todos faziam nada mais era do que praticar atos humanos que são praticados o tempo todo dentre os 500 quatrilhões produzidos diariamente.
Quando o assunto é relacionamento, essa tendência de acreditar no destino aumenta ainda mais, uma vez que envolve o mais sublime dos sentimentos humanos que é o amor.
Ocorre que somos seres sociais que expressa sentimentos entre os outros seres com os quais convivemos. Dentre esses sentimentos, a amizade, a paixão e o amor. Esse fenômeno ocorre se convivermos numa tribo indígena, numa colônia de ciganos, ou mesmo no lugar mais remoto do planeta. Em resumo, se você mudar hoje para a China, fatalmente, com o tempo, se apaixonará e amará um chinês ou uma chinesa.
Do resto, todos os outros acontecimentos, como é o caso daquela pessoa que casa na velhice com o primeiro amor da adolescência depois de ficar viúva, entra no mundo das estatísticas dos quatrilhões de fatos humanos produzidos diariamente, e que por sua parca presença no mundo das probabilidades, nos dá a sensação de ser algo inusitado e, portanto, pré estabelecido.
A única diferença entre os fatos naturais e os fatos oriundos de atos humanos é que o primeiro é regido pelo ocaso, enquanto o segundo pelo poder da vontade somado à conveniência e oportunidade da decisão do próprio homem, onde, na verdade, nada é pré estabelecido mas tão somente estabelecido mediante cada ato praticado, manifestando-se a cada instante a conhecida lei universal da reação surgida mediante cada ação humana praticada; popularmente conhecida como LEI DA AÇÃO E REAÇÃO.
A prova mais inconteste da existência da Lei da Ação e Reação está diante nossos olhos diariamente estampada nos jornais e noticiários.
Quando uma lei de trânsito mais rígida entra em vigor, os números de ocorrências de morte nas estradas caem, assim como nos quesitos criminalidade, saúde pública, etc.

Basta analisar a conduta alimentar do americano e do japonês e concluir o índice de doenças cardiovasculares nos dois países. Basta analisar a política de segurança pública entre Estados Unidos e Brasil e concluir o índice de homicídios por tráfico de drogas nos dois países, e por ai vai. Toda ação gera uma reação.
Quando uma lei de trânsito mais rígida entra em vigor, os números de ocorrências de morte nas estradas caem, assim como nos quesitos criminalidade, saúde pública, etc.

Basta analisar a conduta alimentar do americano e do japonês e concluir o índice de doenças cardiovasculares nos dois países. Basta analisar a política de segurança pública entre Estados Unidos e Brasil e concluir o índice de homicídios por tráfico de drogas nos dois países, e por ai vai. Toda ação gera uma reação.
Óbvio que a nossa tendência diante o velório de um amigo ou parente que morreu vítima do trânsito violento ou da criminalidade urbana é dizer que houve uma vontade superior que ele morresse, porém, ao verificarmos os argumentos acima, vemos que tal argumento não passa de um engodo que utilizamos para nos conformar.
Nesse sentido ouso afirmar: NÃO EXISTE DESTINO. O debate está aberto.
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