domingo, 17 de janeiro de 2010

1) VOCÊ ACREDITA NO DESTINO?


Antes da existência do “Homo Sapiens”, todos os acontecimentos eram somente fatos. Desde o cair de uma folha da árvore, da água da cachoeira, o abate da presa pelo animal predador, as tempestades, os maremotos, os terremotos, a queda de um meteoro na superfície terrestre, o peixe nadando, a espécie evoluindo, etc, etc.

A partir da existência de um ser filosófico e pensante, dotado de vontades e de poder de decisão, o universo dos fatos passou a ganhar uma espécie de outros fatos, chamados de ATOS HUMANOS, donde concluímos que: todos os ATOS HUMANOS são fatos, mas, nem todos os fatos dependem da vontade humana.

Desde então, o primeiro choro da criança, o primeiro beijo, o primeiro tapa na cara, o primeiro furto, o primeiro homicídio, e tantos outros atos humanos passaram a fazer parte de uma galeria de acontecimentos provocados e que passaram a somar aos milhares de trilhões de fatos produzidos diariamente pela natureza.

Isso mesmo; são milhares de trilhões de atos humanos, somados a milhares de trilhões de fatos da natureza, que compõem todos os acontecimentos do nosso dia-a-dia.

Existem atos que duram apenas um milésimo de segundo, como é o caso de um piscar de olhos, mas, a maioria dos atos humanos se realiza em um, ou poucos segundos, como é o caso de atirar uma pedra, a batida de um automóvel, um beijo, a injeção na veia, o grito de socorro, o tiro do revólver, e tantos outros fatos.

Considerando que o dia de 24 horas é composto de 86.400 segundos e o planeta tem aproximadamente 6 bilhões de pessoas, chega-se a aproximadamente 500 quatrilhões de atos humanos por dia.

Ocorre que esse número pode ser elevado a enézima potencia se considerarmos que as pessoas interagem entre si na produção dos atos, donde um ato interfere na vida de outras tantas pessoas, com outros atos subseqüentes. Desde uma piada que faz outras pessoas rirem e que também faz lembrar outras piadas; a um homicídio que põe fim a vida alheia e altera a rotina de seus familiares e amigos.

Para se ter uma idéia da dimensão desses números, imagine uma pessoa que nasce contando números e vive até os 100 anos de idade sem parar de contar, numa cadência de apenas um segundo de intervalo entre um número e outro. No centenário de sua existência, chegará a pouco mais de 3 bilhões. Isso porque 100 anos tem 3.153.600.000 segundos.

Dessa forma, quando falamos em 500 quatrilhões de atos humanos produzidos diariamente, donde muitos destes 500 quatrilhões de atos geram outros milhares de trilhões de atos subseqüentes, estamos tratando de números inimagináveis, impossíveis de serem catalogados de forma organizada.

Num universo tão extenso de possibilidades, nada pode ser considerado improvável de acontecer, haja vista que as pessoas agem e pensam de forma muito parecida. Vale dizer o seguinte: o que você está fazendo ou pensando agora nesse instante, tem muita chance de um grande número de pessoas estarem fazendo ou pensando as mesmas coisas.

Nesse sentido é que deparamos com diversos acontecimentos inusitados os quais tentamos explicá-los com a singela explicação de que foi obra do destino. Isso é comum diante de tragédias como a queda de um avião ou catástrofes como acorrida no Haiti. Aquela pessoa que perdeu o embarque do avião que caiu ou deixou de viajar ao Haiti no dia do terremoto, tende a creditar que seja uma pessoa ungida pela graça do destino.

Ocorre que todos os dias, durante todos os segundos das 24 horas a eles inerentes, milhões de pessoas estão embarcando e desembarcando em aviões em todo o mundo, e dentre esses milhões de passageiros, milhares perdem ou adiam os seus vôos, praticando os famosos atos humanos do cotidiano.

O interessante é que os amantes da tese do destino justificam a existência do mesmo, tanto para o sortudo que sobreviveu, como para os azarados que morreram. Na verdade o que todos faziam nada mais era do que praticar atos humanos que são praticados o tempo todo dentre os 500 quatrilhões produzidos diariamente.

Quando o assunto é relacionamento, essa tendência de acreditar no destino aumenta ainda mais, uma vez que envolve o mais sublime dos sentimentos humanos que é o amor.

Ocorre que somos seres sociais que expressa sentimentos entre os outros seres com os quais convivemos. Dentre esses sentimentos, a amizade, a paixão e o amor. Esse fenômeno ocorre se convivermos numa tribo indígena, numa colônia de ciganos, ou mesmo no lugar mais remoto do planeta. Em resumo, se você mudar hoje para a China, fatalmente, com o tempo, se apaixonará e amará um chinês ou uma chinesa.

Do resto, todos os outros acontecimentos, como é o caso daquela pessoa que casa na velhice com o primeiro amor da adolescência depois de ficar viúva, entra no mundo das estatísticas dos quatrilhões de fatos humanos produzidos diariamente, e que por sua parca presença no mundo das probabilidades, nos dá a sensação de ser algo inusitado e, portanto, pré estabelecido.

A única diferença entre os fatos naturais e os fatos oriundos de atos humanos é que o primeiro é regido pelo ocaso, enquanto o segundo pelo poder da vontade somado à conveniência e oportunidade da decisão do próprio homem, onde, na verdade, nada é pré estabelecido mas tão somente estabelecido mediante cada ato praticado, manifestando-se a cada instante a conhecida lei universal da reação surgida mediante cada ação humana praticada; popularmente conhecida como LEI DA AÇÃO E REAÇÃO.

A prova mais inconteste da existência da Lei da Ação e Reação está diante nossos olhos diariamente estampada nos jornais e noticiários.

Quando uma lei de trânsito mais rígida entra em vigor, os números de ocorrências de morte nas estradas caem, assim como nos quesitos criminalidade, saúde pública, etc.


Basta analisar a conduta alimentar do americano e do japonês e concluir o índice de doenças cardiovasculares nos dois países. Basta analisar a política de segurança pública entre Estados Unidos e Brasil e concluir o índice de homicídios por tráfico de drogas nos dois países, e por ai vai. Toda ação gera uma reação.

Óbvio que a nossa tendência diante o velório de um amigo ou parente que morreu vítima do trânsito violento ou da criminalidade urbana é dizer que houve uma vontade superior que ele morresse, porém, ao verificarmos os argumentos acima, vemos que tal argumento não passa de um engodo que utilizamos para nos conformar.

Nesse sentido ouso afirmar: NÃO EXISTE DESTINO. O debate está aberto.

12 comentários:

  1. Nós só estamos destinados a viver e criar o universo em que viveremos harmoniosamente e feliz no presente e no futuro.Nosso destino é nós quem fazemos,no demais acredito em coincidência.O trabalho e os esforços em torno do que desejamos fortemente é que nos indica os acontecimenos mas adiante.

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  2. O trabalho de Deus já está feito, nós somos livres para escolher e decidir o que queremos ser e para onde devemos caminhar.

    Nem sempre aquilo que parece bom realmente é.

    Por mais inefável que pareça uma pessoa humana, pouco se conhece de fato sobre sua real essência.

    De boas intenções as paredes do Inferno estão cheias, como diria Dante.

    Acredito no Auto Conhecimento e no despertar da Consciência.

    Abraços.

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  3. Sou favoravel a liberdade humana de escolher os seus proprios atos. Deus só teve o papel de dar tudo pronto...

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  4. Gostei do renato e depois do cristopher... nomes comuns não? rsrsrsrs... parabéns pela versatilidade do texto. Vou seguí-lo.
    Grande abraço.

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  5. O Renato definiu bem. O presente é resultado do passado e a construção do futuro. O destino é uma massinha de moldar que vamos dando forma a cada instante. Quanto ao comentário do Christopher, não deixou claro se houve concordância e discordância do tema. Em outra oportunidade que abordar temas sobre a existência de Deus e a provável distância que o mesmo deve manter das religiões. Já o Historicizando deu sua contribuição demonstrando que Deus já fez a parte dele, e cabe a nós desenhar a cada dia nosso destino. Sobre o comentário do anônimo (que deveria ter revelado o nome no corpo do texto) encaro como elogio, pois foram loucos como Sócrates, Confúcio, Báscara, Newton, Barion, Bacon, Eisten, etc, que nos tiraram da idade da pedra. Agradeço ainda as contribuições do Almir Escatambulo e do Renato Cristopher.

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  6. Somos seres dotados de especificidades, como ser bípedes, pensar, ter sentimentos... Ao longo da nossa hitória tecemos relações que mudam a história, se materializa no curso da vida e pra outras gerações, construímos ações políticas e sociais que interferem na vida de outras pessoas... Numa forma bem simples, é a sociologia explicando o cotiadiano das pessoas de, Sem precisar entrar no tema suicídio de Dürkheim. Agora partimos do livre abitrio... a liberdade que Deus nos deu de escolha. Ao sermos dotados de racionalidades podemos trilhar caminhos, ter desejos, gostos, e nos moldar pra aquilos que queremos. Por isso ás vezes encontramos coincidências... No plano da metafísica não temos interfências. Somos ainda sujeitos a intepéries do tempo, da dúvida de vidas em outros planetas, somos reféns ainda do desconhecido. Mas uma coisa é certa, a evolução humana até aqui é algo espantoso, mas muita coisa há por vir e com certeza muitas coisas não veremos. O destino, o futuro, a janela do mundo permite sermos testemunhas de muitas coisas mas nos proíbe de saber de tudo. O destino é o que é. Uma pessoa que tinha tudo pra ser bandido, Nasceu numa favela, filho de mãe drogada, pai desconhecido, criado nas piores condições sociais, de repente se torna doutor.. Vc diria que o destino dele seria se bandido? Vc diria que o destino seria ser doutor? Então até pro destino tem se versões. A única coisa certa é que não vamos viver o quem tem pra ser vivido experimentado, sejam acontecimentos emotivos, trancendentais, metafísicos, naturais, sociais.
    Deus nos deixou livres. Na liberdade tudo é construído. Tudo é permitido. Abraços e parabéns pela idéia.

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  7. ALDEMAR MASCARENHAS25 de janeiro de 2010 11:33

    Segundo Confúncio: "Aprender é como massa em orla". Dentro desse reciocínio temos a vida como a maior escola de ensinamentos, desde o nascimento à morte. A bíblia diz que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam à Deus, e todas as coisas lhe serão acrescentadas. Complementando: No mundo terei aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (palavras de Jesus a seus discipulos, no propósito de estimulá-los para não desistir diante o primeiro problema. A teoria da relatividade pode explicar a questão do destino, pois a subjetividade de entendimento é questão de cada um, como vê o seu problema.
    Aldemar Mascarenhas - Londrina/PR

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  8. Seu blog eh mto idiota, vagabundo e moralmente estúpido. Vc discretamente se acha intelectual, mas nao deve passar de um subversivo barato que se apega a textos pueris e se acha dono de idéias que não passam de palavras confusas de animais como vc

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    1. Olha!!! O Anônimo achou meu blog idiota...
      Acho que vou me enforcar num pé de cebolinha...
      O legal é que a coragem dele de escrever essas bobagens, se circunscreve na sua "anonimalidade"
      Aliás, essa característica de imbecis anônimos merece um estudo também, do tipo quanto a possibilidade dos mesmos serem filhos de pai anônimo, refletindo totalmente em sua personalidade psicótica.

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  9. Lawrence M. Krauss, em seu livro "Um universo que veio do nada", diz: "O Universo é grande e velho e, como resultado, acontecimentos raros acontecem o tempo todo". Os número do texto de apresentação desse tema, embora não tão grandes, também são impressionantes. Daí se pode fazer um bom paralelo.
    Não me lembro de alguma vez ter acreditado em destino, mas também não engulo de forma alguma essa ideia de livre-arbítrio. Coisas acontecem e somos envolvidos por elas, alguns de nós, algumas vezes e em alguns casos, têm uma relativa liberdade de influir (um pouco) em alguns dos muitos acontecimentos. Decididamente isso está muito longe de ser parecido com destino ou com livre-arbítrio. Somos mais ou menos uma gotinha de um rio, uma gotinha um pouquinho só independente... um pouquinho só.

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